Sob cuidados médicos e da família e com três fraturas no fêmur, uma no colo do fêmur e outras no osso da diáfise, Cler Freire Basílio de Sousa, 37 anos, convive com as consequências de um acidente que sofreu no início deste mês. Ele estava em um ônibus da Cooperativa Cootarde que bateu na traseira de um veículo da Viação Planalto (Viplan) onde ele estava. O acidente ocorreu na DF-001, na altura do motel Playtime, em Taguatinga. Pelo menos 40 passageiros ficaram feridos, sendo 25 deles encaminhados ao hospital. A família de Cler alega que a empresa não prestou nenhum tipo de apoio.
Cler trabalhava como vigilante e voltava para casa após cumprir mais um dia de trabalho. Ele pegou o ônibus em direção ao Gama, quando aconteceu o acidente que mudaria sua vida. “Eu estava sentado na última cadeira e o ônibus tinha parado para pegar passageiros. Nisso, quando ele ia voltar para a pista, o outro, em alta velocidade, bateu em cheio”, recorda.
Com o impacto da batida e pelo local onde estava Cler desmaiou na hora. Além de quebrar os ossos da perna, ele sofreu escoriações na cabeça. A irmã dele, a bombeira civil Ana Sousa, 30 anos, cobra um posicionamento da empresa para reparos com gastos médicos e hospitalares.
“Queremos que a empresa se pronuncie. Não fomos procurados e os gastos são altos. Só de injeção são 30 receitadas pelo médico, cada uma custa R$ 75. Só de injeção são R$ 2.250, fora as outras despesas, como antibióticos, gaze e outros. Enfim, pedimos Justiça”, reivindica Ana Sousa.
Consequências
Entre as consequências que Cler terá de enfrentar a partir de agora estão: seis meses em repouso absoluto, sem poder andar, encolhimento de quatro centímetros da perna acidentada e gastos extras com equipamentos de mobilidade, como cadeira de rodas – para o período em repouso – e muletas para conseguir estabilidade ao caminhar. Além de tudo, não poderá mais exercer sua profissão de vigilante, pois ficará com uma perna menor que a outra.
A família da vítima alega que procurou a Viação Planalto e informaram que o boletim de ocorrência foi registrado, porém, a empresa não entrou mais em contato com eles. Procurada, a Viplan ficou de dar um posicionamento sobre o caso, mas não se manifestou até o fechamento desta matéria.
Apesar dos ferimentos, a vítima não passou por exame do Instituto Médico-Legal (IML). O laudo seria a prova que as vítimas podem ter para reivindicar possíveis indenizações, ou até mesmo, para registrar um boletim de ocorrências.