Johnny Braga
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Apesar de confusões, brigas, reclamações e críticas ao novo sistema utilizado na eleição digital – por meio de tablets –, adotado pela Secretaria da Criança, a eleição para escolher os novos conselheiros tutelares foi a maior registrada até hoje.
Desde 1992, quando a Lei Distrital 234 determinou a participação popular na escolha dos representantes, não se registrava um índice de participação tão alto. Se comparado com a eleição ocorrida em 2009, o número de votantes mais que quadriplicou, passando de 79 mil, para mais de 360 mil eleitores.
No processo eleitoral deste do mingo foram gastos R$ 3 milhões. Segundo a Secretaria da Criança, a eleição foi um marco para a história do processo democrático, e o modelo adotado pode ser empregado novamente na votação de 2015. O órgão informou que houve problemas com os dispositivos eletrônicos em apenas cinco cidades.
De acordo com a empresa responsável pelo processo eleitoral, a Axiomas, mesmo com tantas reclamações e clima tenso, não houve extravio de nenhuma das 1.503 urnas (tablets) enviadas as 156 escolas. Do total de tablets utilizados, 15% apresentaram problemas durante a votação. Na maior parte das regiões administrativas, o total de votos brancos foi maior que o total de votos válidos. Cada eleitor teria que votar em cinco candidatos. Muitos optaram por votar em apenas em um ou dois candidatos da lista e em branco nos demais.
Anulação
Houve inúmeros pedidos de anulação do pleito, mas o recurso não foi atendido pela Promotoria de Justiça da Defesa de Criança e do Adolescente e nem pelo Ministério Público, que descartarem irregularidades na votação, pelo meno até ontem.
A apuração dos votos terminou às 6h de ontem. Em algumas regiões administrativas, a renovação dos conselheiros foi completa. Do total de votos registrados, 11,2 mil foram anulados por duplicidade. Quem votou várias vezes em urnas diferentes teve o voto cancelado.