Da Redação, com agências
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A participação das mulheres no mercado de trabalho do Distrito Federal cresceu 31,1%, no período de 2001 a 2011. O número de mulheres economicamente ativas cresceu de 512 mil para 671 mil. Houve redução no percentual de diferença entre o sexo masculino e feminino, em relação a ocupação de postos de trabalho. Os dado do relatório “As mulheres do DF e o mercado de trabalho” apontam o decréscimo de 17,5% para 15,8%. A pesquisa foi divulgada hoje pela Companhia de Planejamento do DF (Codeplan), como parte do projeto do GDF “Março Mulher”.
O estudo revelou as mudanças ocorridas na força de trabalho feminina em comparação com a masculina, com base nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento mostra que quanto maior o nível de escolaridade mais intensa é a ocupação de empregos por mulheres.
“A educação tem inserido mais mulheres no mercado de trabalho. Entre o número de ocupadas, 40% têm entre 11 a 15 anos de estudo, ou seja, além do acesso à educação, elas estão estudando durante mais tempo, e, por isso, têm conseguido empregos melhores”, afirmou o presidente da Codeplan, Júlio Miragaya.
DESIGUALDADE

A maior desigualdade encontrada entre os rendimentos foi verificada no setor de serviços, no qual as mulheres recebem 66,2% do equivalente ao salário dos homens. Por outro lado, o aumento dos rendimentos foi para ambos os sexos, sendo que as mulheres registraram maiores ganhos (4,7%) no rendimento médio real. Analisando os setores, foi identificado o aumento do contingente feminino no setor de comércio (4,0%) e serviços (2,7%).
O relatório constatou ainda, que o mercado de trabalho está absorvendo tanto homens como mulheres devido ao desenvolvimento econômico e à efetividade das políticas públicas para gerar empregos e renda. Entre 2011 e 2012, por exemplo, foi gerado um total de 120 mil postos de trabalho no Distrito Federal.
“Esse governo se preocupa em combater o desfavorecimento das mulheres, por isso está promovendo ações para reduzir cada vez mais esse problema. No programa DF Alfabetizado, a maior parte dos atendidos são mulheres. Além disso, a política atual de construir creches contribuirá ainda mais para que elas possam deixar seus filhos aos cuidados do governo e ter acesso ao mercado”, explicou a secretária da Mulher, Olgamir Amancia.