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Brasília

Parte da segurança da rede pública em greve no DF

A paralisação dos funcionários da segurança dos hospitais começou hoje e ainda perdurará, enquanto o pagamento do salário da categoria não for realizado

Vítor Mendonça

11/11/2021 19h03

Foto: Divulgação

Apenas 144 terceirizados da segurança na rede pública de saúde receberam os salários pelas empresas, conforme afirmou o Sindicato dos Vigilantes do Distrito Federal (Sindesv) ao Jornal de Brasília nesta quinta-feira (11). A paralisação dos funcionários da segurança dos hospitais começou ontem e ainda perdurará no DF, segundo a diretoria do Sindesv, enquanto o pagamento do salário da categoria não for realizado.

Do total que recebeu o pagamento pelos serviços prestados, 102 são do Instituto Hospital de Base de Brasília, coordenado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde (Iges-DF), e 42 da Farmácia Central e Parque de Apoio da capital. Estes últimos receberam na última quarta-feira (10) à noite, após o início da paralisação.

Ao Jornal de Brasília a entidade sindical informou que a ordem bancária pela Secretaria de Saúde (SES), órgão que faz os repasses para as empresas terceirizadas, já teria sido feita. Com isso, devido ao adiantado da hora, a expectativa do sindicato é que o pagamento entre apenas amanhã. A pasta havia afirmado anteriormente, por meio de nota, que o salário deveria cair ainda hoje. A média da remuneração é de R$ 2.800,00.

Enquanto isso, os servidores de Hospitais de Ceilândia, Samambaia, Sobradinho, Brazlândia e Guará não retornarão ao posto de trabalho. Dos cerca de 2.800 lotados na SES/DF São pouco menos de 2.700 funcionários que não receberam o salário. Em todo o DF, são 19,5 mil vigilantes que atuam em diversos setores da sociedade.

Em nota, a pasta da Saúde informou ainda que, para suprir a falta dos profissionais de segurança, o general Pafiadache, chefe da Secretaria, solicitou apoio da Polícia Militar do DF (PMDF) para reforçar o esquema de proteção em algumas unidades. Ela afirma que a adesão à greve foi baixa nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e Hospitais Regionais. Aproximadamente 2 mil aderiram à greve.

“A Secretaria de Saúde está tomando todas as providências para realizar o pagamento às empresas de vigilância o mais rapidamente possível. Os recursos provenientes da suplementação de orçamento, aprovada pela Câmara Legislativa na terça-feira (9), já foram liberados para a SES, que solicitou às empresas os empenhos referentes aos serviços prestados em agosto e setembro. O mês de agosto será pago ainda hoje e setembro segue o fluxo normal, já que pelo contrato a SES tem 30 dias para efetivar o pagamento”, destacou a pasta.

A reportagem do Jornal de Brasília tentou contato com as empresas responsáveis pelos repasses aos funcionários, mas não houve resposta quanto aos questionamentos feitos até a última finalização desta matéria. São elas: Brasília Segurança S/A, Ipanema Segurança, Grupo Visan e Aval Segurança. O espaço permanece aberto a manifestações.

Esta não é a primeira vez que a categoria dos vigilantes paralisa por atraso nos salários. A última greve foi feita no mês passado e durou dois dias. “Acontece quase todo mês”, afirmou o diretor de Comunicação e Imprensa da diretoria do Sindicato, Gilmar Rodrigues. “É um desrespeito conosco, que estamos desde o início da pandemia na linha de frente em hospitais”, protestou.

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