Da Redação
redacao@jornaldebrasilia.com.br
A Advocacia-Geral da União obteve na Justiça o direito de bloquear 33% dos rendimentos do Shopping Iguatemi Brasília, administrado pela Iguatemi Empresa de Shopping Centers S/A e pelas Organizações Paulo Octávio. A decisão foi tomada pela 12ª Vara Federal de São Paulo, que determinou o bloqueio porque o empresário Luiz Estevão de Oliveira, um dos proprietários originais do terreno onde o shopping foi construído, estava com os bens indisponíveis e não podia ter vendido a parte dele. Luiz Estevão está com os bens indisponíveis e responde a processo por envolvimento no caso de corrupção da construção da nova sede do TRT de São Paulo – o chamado “Escândalo do Fórum Trabalhista”.
Sendo assim, o Ministério Público entendeu que, mesmo com a decretação da indisponibilidade, Luiz Estevão de Oliveira Neto, réu na Ação Civil Pública e sócio da também empresa processada Ok Óleos Vegetais Indústria e Comércio Ltda, promoveu a alienação irregular de 33,33% do terreno onde fica o shopping para a Paulo Octávio Investimentos Imobiliários Ltda. e Iguatemi Empresa de Shopping Centers S/A. Ou seja, Luiz Estevão passou o terreno adiante, apesar do bloqueio. Segundo a Assessoria de Imprensa, a Iguatemi Empresa de Shopping Centers S/A já tomou medidas judiciais cabíveis para solucionar o caso. Não foram especificadas, porém, que medidas seriam essas.
O bloqueio da receita do Iguatemi faz parte de uma série de ações e recursos judiciais que, sob comando da AGU, penhoram bens, aluguéis e outras rendas para tentar ressarcir os cofres públicos. As ações têm como foco o envolvimento de Luiz Estevão no escândalo do Fórum de São Paulo, mas também tentam recuperar uma dívida total de R$ 1 bilhão do empresário para com o Tesouro.
Leia mais na edição desta quarta-feira (18) do Jornal de Brasília.