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Brasília

Parque Nicolândia ficará interditado

Arquivo Geral

28/11/2012 8h15

Elaine Siqueira

elaine.siqueira@jornaldebrasilia.com.br

 

Dois dias após o acidente em um dos brinquedos do Nicolândia Center Park, no Parque da Cidade, a Defesa Civil manteve a decisão de interdição do local por tempo indeterminado. A medida foi tomada durante uma reunião com a direção do parque, que garantiu apresentar o laudo técnico que atesta a regularização e especificação técnica dos equipamentos do local. O advogado do estabelecimento, Adelino Tucunduva Júnior, assegurou que, até amanhã, o Parque deverá estar com suas portas abertas novamente.

 

O acidente aconteceu no domingo, quando Raquel Cristina Sousa, de 12 anos, estava no brinquedo “Rock and Roll” com mais três amigas. A garota foi arremessada para fora do carrinho, teve traumatismo craniano leve e foi encaminhada para o Hospital Santa Lúcia. De acordo com o boletim medido do hospital, Raquel continua internada e apresenta ainda fratura na clavícula e na sexta vértebra da coluna cervical. Ela, porém, passará por novos exames, como tomografia e ressonância magnética e pode ter alta médica ainda hoje.

 

Laudo

Com o laudo técnico em mãos, a Defesa Civil vai analisar se realmente o que está descrito condiz com as condições atuais do brinquedo. “Não temos uma data prevista para terminar essa vistoria, assim como teremos ainda que observar todos os outros brinquedos para liberação do funcionamento do parque”, informou o subsecretário de Operações da Defesa Civil, coronel Sérgio Bezerra.

 

Apesar de o advogado do parque,  ter afirmado que o local é seguro, a Defesa Civil fez uma simulação no brinquedo e confirmou que ele não oferece qualquer segurança, principalmente para crianças. “Falta até  um cinto de segurança. Pessoas de pequena estatura se tornam susceptíveis a um risco maior”, explicou Bezerra.

 

Até o momento, foi feita apenas uma vistoria superficial no brinquedo. Segundo o coronel Bezerra, é quase impossível saber as funções da máquina sem os laudos técnicos. “Realmente não achamos nenhum ponto negativo que prove que o brinquedo está sem manutenção ou funcionando de forma incorreta”, afirmou o subsecretário, apesar da ausência do cinto.

 

Depoimentos divergem

Quanto à informação da direção do parque de que a adolescente teria se levantado do brinquedo e por isso teria sido arremessada para fora, a Defesa Civil diz que não procede. “Simulamos o que eles apresentaram e concluímos que é impossível ela ter conseguido realizar a proeza”, garantiu o coronel Sérgio Bezerra, da Defesa Civil.

 

Em nota, o parque negou que a trava do carrinho tenha sido aberta. “O sistema de segurança do brinquedo não possibilita que uma trava de segurança, isoladamente, se abra. O destravamento só ocorre em conjunto, nos 20 carros, simultaneamente”, diz a nota.

 

O advogado assegura que o estabelecimento trabalha dentro da legalidade e possui todos os documentos necessários para o funcionamento.  “Temos a preocupação com nossos usuários, não deixaríamos a situação chegar a essa dimensão”, disse Adelino. Segundo ele, a interdição de todo o parque foi desnecessária, já que o acidente aconteceu em apenas um brinquedo.

 

A direção do parque afirmou que dará todo apoio necessário à família da menina acidentada e pagará todas as despesas. A mãe, Carmem Lúcia, disse que apesar de não querer prejudicar o local, não descarta a possibilidade de recorrer à Justiça pelos seus direitos. “Um casal  presenciou o acidente e garantiu que ela não se levantou do brinquedo em momento algum”, diz.

 

Peritos da Polícia Civil também estiveram no local para analisar o equipamento. O laudo deve sair em um mês.

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