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Brasília

Parque ecológico em Planaltina sofre com a degradação rural e da cidade

Arquivo Geral

29/08/2010 9h59

Da Redação

redacao@jornaldebrasilia.com.br

 

 

Mais um parque sofre com invasões de chacareiros em Planaltina. O Parque Ecológico e Vivencial do Retirinho, criado em 1999, apresenta aproximadamente 300 propriedades particulares construídas irregularmente onde sofre também não apenas com a degradação rural mas também com a da cidade em sua reserva ambiental. São áreas ecológicas, com vegetação nativa do Cerrado degradas que talvez, mesmo com sua recuperação e revitalização ambiental, demoraria anos e anos para voltar a ser como antes.

 

 

O maior parque da região, com aproximadamente 928,7 hectares, faz limitações não só com a área rural. Uma parte do seu espaço, onde passa as águas do Córrego Atoleiro, faz também limitação com a cidade. A falta de consciência ecológica de toda a população está causando prejuízos irreparáveis ao seu ecossistema. Inicialmente, o parque apresentava bom estado de conservação ambiental em toda a sua poligonal. Hoje, o cenário apresentado é bem diferente. Próximo ao assentamento Arapoanga, é possível observar um significativo acúmulo de lixo dentro do córrego, onde também é utilizado por alguns moradores como ponto de lavagem de carros, carroças e cavalos.

 

 

 

Sujeira

 

 

A comerciante Daiane dos Santos mora próximo ao córrego já há 15 anos. Ela explica que o local sempre esteve cheio de entulho e lixo e nunca foi feito nada para resolver o problema. “Nem sei falar o que deve ser feito para melhorar. Talvez se colocassem uma cerca em toda a região, evitaria a entrada dos carroceiros para jogar o entulho”. A comerciante alertou que o lugar também serve como esconderijo para marginais usuários de droga. “Nunca vi uma fiscalização aqui. Sei que teve moradores que foram até a administração regional reclamar dessa sujeira” finalizou.

 

 

Não muito longe dali, Francisco de Assis Guari morador e vizinho do parque há 34 anos, explicou que já solicitou a limpeza do local duas vezes e nunca foi atendido. “Eles alegaram que a área não é de responsabilidade da administração e não vão retirar o entulho por esse motivo”. Segundo ele, o cenário incomoda toda a vizinhança. “Os carroceiros jogam o lixo à noite, escondido de todo mundo. Quando limpam o local, pouco tempo depois já está tudo sujo de novo. Tinha que ver o mau cheiro que sai desse lugar, tinha até cachorro morto. Ninguém respeita nada”, finalizou.

 

 

O órgão responsável pelo local é o Instituto Brasília Ambiental (Ibram). Segundo a assessoria de comunicação, o órgão promove, em parceria com a Administração Regional e o Serviço de Limpeza Urbana (SLU), ações de manutenção no Parque, tais como limpeza e construção de aceiros para a prevenção de incêndios florestais.

 

 

Leia mais na edição deste domingo (29) do Jornal de Brasília. 

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