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Brasília

Parque de diversões não tinha vistoria desde 2009. Caso não é isolado

Arquivo Geral

27/11/2012 8h47

Elaine Siqueira

elaine.siqueira@jornaldebrasilia.com.br

 

O que era para ser um passeio em comemoração a um aniversário tornou-se um verdadeiro pesadelo para uma família. A adolescente Raquel Cristina Sousa, de 12 anos, ficou ferida após ser lançada do brinquedo “Rock and Roll”, no Nicolândia Center Park, no Parque da Cidade.

 

A garota, que estava acompanhada de três amigas, sofreu traumatismo craniano leve. Estes e outros acidentes podem acontecer com usuários que frequentam parques em todo o Distrito Federal. Desde 2009, estes locais não são vistoriados pela Defesa Civil e não possuem laudo técnico que atestem a situação dos brinquedos. 

 

O Nicolândia não possui autorização da Administração Regional de Brasília para funcionar, e desde 2010 opera sem possuir alvará. O estabelecimento obteve apenas uma liminar expedida pela 7° Vara da Fazenda Pública, que autoriza a permanência no local.

 

Diante do acidente de ontem, o parque foi interditado parcialmente pela Defesa Civil, pois no momento da vistoria não havia nenhum funcionário que pudesse esclarecer detalhes sobre o brinquedo. A interdição oficial será feita hoje  e permanecerá até que sejam apresentados documentos que comprovem a regularização e especificação técnica dos equipamentos do local. 

 

O subsecretário de Operações da Defesa Civil, coronel Sérgio Bezerra, reconhece que este não é um caso isolado. Assim como parques, os circos itinerantes também estão em situação alarmante. O órgão alega que um dos entraves para a liberação do alvará é a falta de laudos técnicos para cada brinquedo. “Este laudo contém informações fundamentais descrevendo partes mecânicas e elétricas”, disse.

 

Em meio a 32 atrações, o brinquedo “Rock and Roll” foi importado da Europa e chegou a Brasília  em abril do ano passado, e desde então não havia sido vistoriado pela Defesa Civil – cada vistoria feita equivale a seis meses de validade.

 

O brinquedo em questão, que gira enquanto os usuários estão sentados, não possui cinto de segurança e sim uma barra de ferro utilizada na altura da cintura, e chega a uma velocidade de 40 km/h. “Percebe-se o descaso com o usuário”, avalia.

 
Leia mais na edição impressa desta terça-feira (27) do Jornal de Brasília.

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