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Brasília

Parque Bosque recebe mais 145 mudas de árvores

Arquivo Geral

31/05/2015 9h27

As árvores típicas do Cerrado ganharam vida na manhã de ontem, no Parque Bosque do Sudoeste. No total, 145 mudas foram plantadas na reserva. Espécies como ipê branco, amarelo e rosa, que embelezam a capital no período da seca, foram cultivadas com outros exemplos característicos da região, como pata-de-vaca, sucupira e jacarandá. 

Na véspera da Semana do Meio Ambiente, a iniciativa dos funcionários da Terracap e da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap), denominada Planta Capital, a gente planta, Brasília Colhe, visa a preservação de árvores que fazem parte da história da cidade. 

O projeto, no entanto, não é novidade. Em 2013 e 2014, no mesmo local, foi feito o plantio de mudas típicas. “Desta vez, viemos acompanhar e cuidar das que plantamos nos anos anteriores e plantar mais”, ressalta o diretor técnico de fiscalização da Terracap, Júlio César de Azevedo Reis. 

Compensação

Ele explica que a proposta nasceu objetivando a compensação florestal. “Em todo empreendimento da empresa, onde há  supressão da vegetação, temos que plantar 30 árvores para cada muda retirada. O projeto também acompanha e monitora as espécies que ultrapassam 20 exemplos nativos”, informa. 

Júlio acrescenta que a ação é importante não apenas para a comunidade, mas para toda a população de Brasília. “Hoje (ontem), a nossa plantação foi pequena, mas bastante simbólica, tendo em vista que concluímos o plantio de um milhão de mudas em todo o DF. É o maior reflorestamento do bioma Cerrado do Brasil. Em quatro anos, nosso objetivo é plantar seis milhões de espécies nativas em diversas regiões do DF”, declara.

Segundo o biólogo Altamiro Pavanelli, a ação de plantar um árvore é simples e transformadora. Ele explica que basta cavar uma cova com profundidade de 30 cm, adicionar adubo e cobrir com a própria terra, sem esquecer de regar. “O resultado ambiental é surpreendente. Temos melhorias significativas no clima e na umidade, além ganhar um sombreamento para a região e, principalmente, o contato e convivência com a natureza”, conta.

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