As árvores típicas do Cerrado ganharam vida na manhã de ontem, no Parque Bosque do Sudoeste. No total, 145 mudas foram plantadas na reserva. Espécies como ipê branco, amarelo e rosa, que embelezam a capital no período da seca, foram cultivadas com outros exemplos característicos da região, como pata-de-vaca, sucupira e jacarandá.
Na véspera da Semana do Meio Ambiente, a iniciativa dos funcionários da Terracap e da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap), denominada Planta Capital, a gente planta, Brasília Colhe, visa a preservação de árvores que fazem parte da história da cidade.
O projeto, no entanto, não é novidade. Em 2013 e 2014, no mesmo local, foi feito o plantio de mudas típicas. “Desta vez, viemos acompanhar e cuidar das que plantamos nos anos anteriores e plantar mais”, ressalta o diretor técnico de fiscalização da Terracap, Júlio César de Azevedo Reis.
Compensação
Ele explica que a proposta nasceu objetivando a compensação florestal. “Em todo empreendimento da empresa, onde há supressão da vegetação, temos que plantar 30 árvores para cada muda retirada. O projeto também acompanha e monitora as espécies que ultrapassam 20 exemplos nativos”, informa.
Júlio acrescenta que a ação é importante não apenas para a comunidade, mas para toda a população de Brasília. “Hoje (ontem), a nossa plantação foi pequena, mas bastante simbólica, tendo em vista que concluímos o plantio de um milhão de mudas em todo o DF. É o maior reflorestamento do bioma Cerrado do Brasil. Em quatro anos, nosso objetivo é plantar seis milhões de espécies nativas em diversas regiões do DF”, declara.
Segundo o biólogo Altamiro Pavanelli, a ação de plantar um árvore é simples e transformadora. Ele explica que basta cavar uma cova com profundidade de 30 cm, adicionar adubo e cobrir com a própria terra, sem esquecer de regar. “O resultado ambiental é surpreendente. Temos melhorias significativas no clima e na umidade, além ganhar um sombreamento para a região e, principalmente, o contato e convivência com a natureza”, conta.