A greve dos rodoviários reduziu consideravelmente o número dos veículos circulando pela cidade. As garagens estão cheias e apenas no entorno os ônibus circulam com um contingente maior. Taguatinga e Ceilândia estão sem transporte.
A população tem como alternativa o uso de veículos piratas. Ônibus escolares fazem o transporte em situações precárias. Além dos escolares, carros e vans também fazem transporte irregular.
Na manhã de ontem (20) o sindicato dos Rodoviários decidiu em assembleia os rumos da paralisação da classe. A partir desta segunda-feira (21) apenas 60% dos ônibus da frota deveriam circular pelas vias do Distrito Federal, de acordo com determinação da Justiça. Esse número representa 15% a menos da frota reduzida que circulou desde quarta-feira desta semana, e corresponde a 1.440 carros, sendo que a frota conta com um efetivo de 2.400 carros. A multa diária pelo descumprimento é de R$ 100 mil.
Em coletiva realizada em sua casa, o governador do Distrito Federal, Rogério Rosso, informou que vai solicitar às empresas de ônibus relatórios sobre todos os gastos. Rosso procura uma alternativa além do metrô que atenda à população durante a greve. Segundo ele, “a população não pode pagar o pato”.
Reivindicações
Dentre as reivindicações dos rodoviários estão aumento salarial de 20%, renovação do contrato coletivo e garantia de vários benefícios à categoria. Segundo os empresários, o aumento não é possível sem que haja reajuste tarifário de 28%, quase R$ 1,00. Pelo menos 600 mil pessoas foram atingidas pela paralisação.
De acordo com o Sindicato dos Rodoviários, a categoria pede renovação do acordo que prevê tíquete alimentação de R$ 256, cesta básica de R$ 103 e manutenção da jornada de trabalho de seis horas, conquistada no último acordo coletivo. A paralisação pode seguir até terça-feira (22).