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Brasília

Para funcionários da UnB, não é o momento para greve

Arquivo Geral

11/09/2009 0h00

A assembleia dos funcionários da Universidade de Brasília (UnB) considerou o indicativo de greve dos professores como uma decisão “precipitada”. No encontro da manhã desta sexta-feira (11), cerca de 300 pessoas debateram o corte da URP, concordaram em, por enquanto, deixar a questão com a assessoria jurídica do Sindicato dos Trabalhadores da Fundação da UnB (Sintfub). Advogado da representação deve entrar com pedido de embargo da decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) na segunda-feira. Nova assembléia na próxima quinta-feira, dia 17, volta a direcionar os rumos da mobilização dos funcionários.


A mobilização na Praça Chico Mendes teve dois pontos principais como resultado: a autonomia da assessoria jurídica do Sintfub para cuidar da questão e a declaração do “estado de greve”, caracterizado pela fabricação de broches e camisetas com mensagens de protesto. “Em nenhum momento cogitamos e entrada em greve, pois ainda temos outros espaços. Mas estamos em estado de alerta”, explicou o coordenador-geral do sindicato, Cosmo Balbino. “Primeiramente vamos confiar nos nossos advogados, mas não descartamos a paralisação caso não tenhamos sucesso por vias jurídicas”, completou o representante da categoria.


ESTRATÉGIA – O advogado dos servidores apontou as estratégias para questionar a decisão do TCU de suspender o pagamento da Unidade de Referência de Preços (URP) – que corresponde a 26,05% sobre o salário. “A medida quebra o princípio da isonomia, garantido por lei desde 1991, de que trabalhadores recebam valores diferentes pelo mesmo serviço. Além disso, há uma ação coletiva na Justiça Federal que garante o pagamento do benefício a todos os servidores do quadro”, explicou José Luis Wagner. Ele e um grupo de servidores devem entregar uma declaração de embargo ao TCU na próxima segunda-feira, dia 14.


A posição de Cosmo contou com o apoio dos presentes, como o servidor da Biblioteca Central Fred Mourão. Funcionário da UnB há 16 anos, ele ressaltou a importância de a categoria se manter unida. “Essa é uma estratégia para enfraquecer nosso movimento, dividindo entre quem vai continuar recebendo e quem vai deixar de receber. Mas a luta é de todos e vamos até as últimas conseqüências se necessário”, afirmou. Ele ressaltou o baixo valor dos salários dos funcionários – piso de R$ 888 e teto de R4 4,3 mil, segundo o Sintfub – para haver mais cortes na remuneração. “O que tava ruim vai piorar. É uma questão de Justiça”, completou.


Apesar da posição contrária a dos professores, que optaram pelo indicativo de greve na última quarta-feira, as duas categorias anunciaram a criação de uma comissão para se articularem pela manutenção da URP. “Apoiamos a decisão da Adunb (Associação dos Docentes da UnB), mas pode ser precipitada nesse momento. No entanto, caso a Justiça mantenha a decisão do TCU, devemos estar organizados para lutar pelos nossos direitos”, ressaltou Cosmo. Nova assembleia da Adunb , na segunda-feira, decidirá os rumos da paralisação anunciada pelos professores.

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