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Para economista, vacinação foi um dos principais fatores da diminuição do desemprego

De acordo com a Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) divulgado nesta terça (26), 17,7% dos brasilienses buscam um emprego

5 perguntas sobre a terceira dose das vacinas de Covid-19 respondidas

Gabriel de Sousa
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Lançada nesta terça-feira (27), a Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) realizada pela Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan), mostrou que 17,7% dos trabalhadores brasilienses estavam desempregados até o final daquele mês. A taxa é a menor desde o início da pandemia de covid-19, vem em um período em que a campanha de vacinação está avançada.

De acordo com dados da Secretaria da Saúde do Distrito Federal, aproximadamente 50% da população residente na capital federal já recebeu a segunda dose da vacina contra o coronavírus, e está com o sistema vacinal completo.

Para o economista William Baghdassarian, o andamento da campanha de imunização contra o coronavírus possui um grande peso na recorrente diminuição nas taxas de desemprego no Distrito Federal. “A vacina reduz a incerteza do crescimento econômico. Enquanto não houvesse as pessoas vacinadas e a pandemia controlada, a pandemia não iria voltar a crescer”. Segundo o economista, com a vacinação, as atividades laborais podem voltar a funcionar normalmente da mesma forma em que funcionavam antes do surgimento da pandemia de covid-19: “Com a vacinação, você vê uma retomada mais rápida e uma incerteza menor”.

De acordo com Baghdassarian, os números das recentes pesquisas sobre as taxas de desemprego devem ser analisados como um “retorno aos números anteriores à pandemia”. William diz que o número deve ser visto com cautela: “ O crescimento [dos empregos] deste ano é justificado pelo efeito de voltar ao que tinha antes, não está crescendo, só está voltando ao que era anteriormente”, afirma.

William vê um “pequeno otimismo” para os futuros índices das taxas de desemprego, segundo o especialista, é esperado que haja uma diminuição entre 0,5% e 1,0% para o ano de 2022. “É necessário diminuir esses números, porque se a economia não cresce, e pelo contrário, ela tenha alguma chance de cair, mais gente vai ficar desempregada”, observa.

O economista avalia que a diminuição de 0,9% da taxa de desemprego entre os habitantes de cidades com renda mais baixa pode ter relação, além da volta do crescimento econômico, com o surgimento de novas pessoas que fazem bicos e que não procuram mais empregos, os “desalentados”: “Uma grande aposta para o crescimento das taxas desse público é no setor imobiliário, que depende da contratação de pessoas com menor escolaridade”.

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