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Brasília

Para a polícia, ladrões estavam aguardando motoboy chegar ao banco

Arquivo Geral

22/06/2012 7h12

Luís Augusto Gomes
luisaugusto@jornaldebrasilia.com.br

 

O roubo de R$ 590 mil ocorrido no centro de Taguatinga, na última quarta-feira, será investigado pela equipe da Delegacia de Repressão a Roubos e Furtos (DRF). A empresa vítima do assalto pertence ao deputado distrital Olair Francisco (PTdoB). A princípio,  o caso  estava sob os cuidados da 21ª Delegacia de Polícia, responsável pela área, mas foi transferido devido ao aparato tecnológico que dispõe a especializada, além de possuir um grupo maior, preparado para investigar crimes dessa natureza.

 

O delegado Fernando César, chefe da DRF, avalia que o roubo foi praticado por criminosos experientes. Por isso, acredita que precisará usar métodos mais técnicos para  analisar as circunstâncias em que o roubo foi praticado e a rota de fuga dos envolvidos.
Apesar de não fornecer detalhes do caso, para não alertar os suspeitos e prejudicar a investigação, sabe-se que a polícia está em busca de imagens que ajudem a descobrir a direção dos criminosos. Parte delas gravada pelas câmeras do circuito de segurança de um edifício vizinho ao local do assalto. As outras são dos pardais próximos e ao longo da Estrada Parque Taguatinga-Guará (EPTG), que podem ter flagrado a fuga.

 

 Em depoimento à polícia, o motoboy que transportava o valor disse ter sido abordado por dois homens, no momento em que estacionou  em frente à agência bancária. O suspeito  que estava na garupa desceu, se aproximou, encostou uma arma de fogo em seu peito e disse: “É um assalto,  fica quieto e entrega a grana”.  O motoboy não teve   chance de reação.

 

Depois de pegar o dinheiro – R$ 461 mil em cheques e mais de R$ 120 mil em dinheiro –, o assaltante retornou para a motocicleta do comparsa  e os dois fugiram no meio dos carros. Há indícios  de que outros dois cúmplices davam cobertura em um Gol prata.
A polícia não tem dúvida de que os ladrões tiveram informações privilegiadas e aguardavam o motoboy em frente ao banco.  O escritório da empresa do deputado Olair Francisco fica em um edifício próximo à agência  e não teria como o motoboy ser seguido.
O delegado responsável pela investigação recomenda que   valores elevados sejam transportados  por empresas especializadas em transporte de valores, para evitar a ação de criminosos. Fernando César destaca que a vítima  corre  risco   de  perder o valor e ainda ser morta durante a ação do criminoso.

 

 O deputado  Olair Francisco diz ter contratado uma  empresa para transportar os valores, mas como os cheques eram nominais e  destinados ao pagamento de impostos, a contabilidade preferiu mandar o motoboy fazer as transações. Na opinião do parlamentar,  os roubos ocorrem   constantemente, sejam a pequenos ou grandes valores, mas ele acredita no trabalho  da polícia para encontrar os envolvidos.  
 

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