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Brasília

Pane no metrô assusta passageiros em Águas Claras

Colaborador JBr

22/06/2016 23h17

No início da manhã desta quarta-feira (22), um trem da Companhia Metropolitana do Distrito Federal (Metrô-DF) apresentou falha elétrica entre as estações de Arniqueiras, Águas Claras e Guará, por volta das 8h30. Como medida de precaução, a companhia desligou a energia elétrica para evitar acidentes. Apesar do susto, ninguém ficou ferido.

De acordo com o Metrô-DF, os passageiros acionaram o botão de emergência, quebraram os vidros e saíram dos vagões, mas não houve incêndio. Cerca de 500 pessoas foram retiradas dos trilhos pela segurança. Os trens voltaram a circular às 9h30.

Uma passageira, que acompanhou o momento de pânico, disse que a situação foi assustadora. “Ficamos vários minutos presos até que as portas fossem abertas. Fico com a falta de manutenção nos trens”, conta Fabiana Oliveira.

Greve

Hoje, o diretor judiciário do Sindicato dos Metroviários do Distrito Federal (Sindmetrô-DF), Júlio César Oliveira, disse que ainda não há previsão para o fim da paralisação. Ele afirma que a categoria já fez de tudo para resolver o problema, mas o governador não se sensibiliza com a situação.

Por causa da decisão do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), que prevê multa de R$ 100 mil por dia em caso de descumprimento, 24 trens circulam e todas as estações ficam abertas para embarque e desembarque.

O transporte continua funcionando apenas nos horários de pico – das 6h às 9h e das 17h30 às 20h30, com 100% da frota de funcionários. No domingo, as estações ficam fechadas.

Rodoviários também em greve

Além da greve dos metroviários, os rodoviários decidiram suspender, a partir desta quarta (22), as viagens extras dos horários de pico, no período da manhã e da tarde. A categoria reivindica aumento de 19,68% e a medida, sem previsão para acabar, atinge 31 regiões administrativas, entre 4h30 e 8h30 e das 15h às 18h30. 140 ônibus estão parados, ou seja, 40% da frota.

O sindicato da categoria se reuniu, na semana passada, com representantes das empresas e do GDF para discutirem a pauta. Entretanto, de acordo com Saul Araújo, diretor da entidade, não houve nenhum avanço e as companhias alegariam endividamento por atrasos de repasses do governo. “O trabalhador não pode ser prejudicado por isso. Queremos negociação e apresentação de proposta. Como não temos nada, a alternativa que temos é a greve”, diz Saul.

Os rodoviários devem se reunir neste domingo (26) para decidir se farão greve geral. A Associação das Empresas de Transporte Coletivo ainda não se pronunciou sobre o assunto.

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