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Brasília

Palestra ensina a como interpretar exames infantis

Arquivo Geral

05/06/2013 21h42

Os exames são um poderoso instrumento de auxílio ao médico no diagnóstico de doenças. “Cerca de 60% a 70% das decisões médicas são tomadas a partir da intepretação dos exames” ressalta a Dra. Natasha Slhessarenko, pediatra e patologista clínica. Mas, segundo ela, há uma grande diferença quando o paciente é uma criança, tanto na realização do procedimento quanto na interpretação dos dados. “As crianças não podem ser analisadas como adultos em miniatura”, enfatiza. 

 

Esse será o principal tópico discutido em jantar científico promovido pelo Laboratório Exame para os pediatras de Brasília. O evento acontecerá no dia 6 de junho, a partir das 19h30, no restaurante Pampulha Gastronomia. Dra. Natasha, doutoranda em Pediatria pelo Instituto da Criança da Universidade de São Paulo (USP), tratará do tema “Intervalos de Referência: a pediatria e o laboratório clínico”. De acordo com a pesquisadora, no Brasil, muitas vezes os laudos de exames laboratoriais realizados em crianças são avaliados com base em intervalos de referência de adultos, o que pode gerar uma grande confusão.

 

Intervalos


Depois que o paciente coleta o sangue no laboratório, o material é analisado, na maioria das vezes, por equipamentos automatizados. Após isso, é liberado um laudo que servirá de base para o diagnóstico do médico. Esse laudo contém os resultados dos exames do paciente e uma tabela de números pré-definidos, considerados “normais”. São os intervalos de referência, que precisam estar adequados não só ao sexo, mas também à idade do paciente.  

 

Dra. Natasha destaca que ainda não há um padrão mundial, para todos os exames, de intervalo para crianças e adolescentes, mas estudos estão sendo conduzidos ao redor do mundo para a criação de valores mais adequados a essa faixa etária. “Parece algo muito distante da realidade da população, mas com a definição de valores de referência mais apropriados é possível se ter uma interpretação de exames mais correta e, consequentemente, um melhor diagnóstico”, observa.   

 

Diante dessa escassez, iniciativas estão ganhando força ao redor do mundo. Nos Estados Unidos, o National Children´s Study, um grande estudo envolvendo o acompanhamento de 100 mil crianças desde antes do nascimento até 21 anos de idade, tem como um de seus muitos objetivos definir valores de referên­cia para crianças e adolescentes americanos. Já na Alemanha, uma parceria do governo alemão com o Instituto Robert Kosch resultou no acompanhamento de mais de 17 mil crianças e adolescentes, também com a meta de definir alguns parâmetros laboratoriais pediátricos. “No Brasil não há muitos estudos sobre o assunto, o que é muito ruim, pois usamos, hoje, valores de referência de crianças norte-americanas, europeias e canadenses”, explica. A médica ressalta que desta forma não há como garantir a qualidade do diagnóstico infantil. “É por isso que estamos estudando a fundo esta questão. Mas, para a realidade de hoje, é melhor ter padrões internacionais do que não ter nada para ser basear”, conclui Dra. Natasha.

 

Serviço:

Data: 06/05 (quinta-feira)

Horário: 19h30

Local: Restaurante Pampulha, Brasília

Tema: Intervalos de Referência: a pediatria e o laboratório clínico

Inscrições: Canal do Médico – 3212.2210

 

Palestrante: Dra. Natasha Slhessarenko, mestre em Medicina pela USP; Doutoranda pela USP; Médica Pediatra e Patologista Clínica; Professora Assistente III do Departamento de Pediatria da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT); Diretora Médica da DASA – Regional Cuiabá.

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