Manuela Rolim
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Pais e alunos das 667 escolas públicas do DF escolheram, ontem, os novos diretores e vices após três anos da mesma gestão. A votação terminou às 21h30 com maior participação das famílias, apesar de ainda distante do ideal, em relação às eleições passadas, segundo a Secretaria de Educação. A apuração começou ainda ontem.
“Sentimos que pais e estudantes fizeram questão de estar mais presentes, mesmo com o voto facultativo”, disse o subsecretário de Planejamento, Acompanhamento e Avaliação da pasta, Fábio Pereira.
Saiba mais
- O resultado oficial das eleições será divulgado na próxima segunda-feira. O prazo para apresentação de recursos é de até três dias, e o resultado final será publicado em 16 de dezembro no site da Secretaria de Educação (www.se.df.gov.br).
- O processo segue algumas regras. As chapas, por exemplo, puderam fazer campanha somente até o último dia 20. Além disso, não é permitido que os alunos sejam retirados de sala ou tenham o cronograma alterado para assistir palestra dos candidatos.
A partir dos 13 anos, os matriculados podem comparecer às urnas. A faixa etária divide opiniões. Para o subsecretário, com essa idade, os alunos não são mais crianças. “Eles estão absolutamente aptos. São os principais interessados. Além disso, a eleição é o primeiro passo para que entendam a importância da democracia”, acrescentou.
No CEF 1 do Cruzeiro, a participação dos pais foi comemorada pela equipe. “Tivemos uma grata surpresa porque compareceram mais do que o esperado. Acredito que 30% deles tenham vindo. Eles são os melhores fiscais que o governo poderia ter. São eles que deixam e buscam as crianças todos os dias e observam o cuidado das escolas com os filhos”, afirmou a professora de Biologia Janaína Gusmão, presidente da comissão eleitoral local.
Janaína também é favorável à participação dos adolescentes. “Se a gente tem como parâmetro a eleição presidencial, de deputados e governadores aos 16 anos, que tem uma abrangência muito maior, imagina em uma circunstância local. Os alunos são os que mais vivenciam isso”, concluiu.
Por outro lado, a líder de operação Thais Luz Neves, 30, mãe da Ana Luiza, 11, acredita ser cedo para dar esse poder aos adolescentes. “Acredito que a idade correta seria aos 16”, finalizou. Para ela, os colégios precisam ser mais rigorosos. “Quero uma direção que ensine a respeitar os professores e os mais velhos. Além disso, que siga proporcionando atividades fora da escola”.