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Brasília

Pais de Pedro Henrique Bezerra recordam os bons momentos de seu único filho

Arquivo Geral

06/09/2010 10h23

andre.furtado@jornaldebrasilia.com.br

 

“Nossa dor é imensurável e sabemos que a saudade só vai aumentar. Ela era a nossa vida”. Abalado, José Bezerra Neto, 38 anos, expressa o sentimento da perda do único filho, Pedro Henrique Bezerra de Jesus, de 3 anos. A criança foi vítima de uma fatalidade na quinta-feira passada, na Creche Jesus Vive, localizada na 915 Sul. Aos poucos e em estado de choque, José e sua esposa, Rosélia Bezerra de Jesus, 36 anos, tentam retomar a rotina sem a presença do pequeno. As dores da lembrança espalham-se pela residência e circunvizinhança da família, em Águas Lindas (GO). 

 

No fim de semana, a mãe ficou horas sentada no sofá de casa ouvindo músicas infantis que o filho gostava. As lágrimas são constantes e, em qualquer fala de Rosélia, o choro vem à tona. Com mais firmeza, o marido ampara a esposa. A fé em Deus e os parentes mais próximos são os refúgios para amenizar a dor. Filho único, ele recebia toda a atenção dos pais. No futuro, os pais pretendem ter uma nova criança.

 

Além de doce, Pedro era um menino muito inteligente. Começou a estudar na Creche Jesus Vive, no Maternal III, e logo a coordenação decidiu colocá-lo uma série à frente por atender rapidamente às expectativas do nível escolar. “Assim que ele entrou no Jardim I, a professora disse que ele era o mais inteligente da sala e o único que respondia a várias perguntas”, conta a mãe. A família chegava em casa todos os dias no início da noite e o pequeno corria para a televisão para assistir ao seu desenho favorito. “Ele perguntava: ‘Mãe, você não aguenta mais ver Pica-pau, não é?’ E eu dizia: não, meu filho, eu gosto sim”, recorda emocionada.

 

O quarto de Pedro Henrique caracteriza o ambiente de uma típica criança de 3 anos, que gosta de ver desenhos e brincar. O espaço de aproximadamente 12 metros quadrados era o “cantinho” do garoto. Sobre a cama, alguns livros infantis. Nas paredes, muitas cores, gravuras e um pôster com a foto de Pedro. “Ele gostava muito de tudo isso. Era o mundo dele. Saía do quarto e corria para o quintal e brincava”, lembra o pai. 

 

As músicas da cantora gospel Aline Barros eram suas preferidas, assim como as dos grupos infantis da década de 1980, Balão Mágico e Trem da Alegra. “Era um menino que pedia desculpas para tudo. Todo dia à noite eu já deixava o celular ao lado da minha cama porque ele me ligava para dizer: ‘Drinha, eu te amo'”, diz a tia e madrinha, Rosângela Ribeiro.  

 

Leia mais na edição desta segunda-feira (06) do Jornal de Brasília.

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