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Brasília

Pagodeiros com DNA brasiliense são orgulho do DF

O título de cidadão honorário e Benemérito é entregue pela CLDF para um seleto grupo de pessoas

Amanda Karolyne

05/12/2024 19h16

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Para além dos números das plataformas de streaming, o grupo Menos É Mais é tudo e mais um pouco para a cultura do quadradinho. Os membros da banda brasiliense que conquistou o país: o vocalista Duzão e os percussionistas Paulinho Felix, Ramon Alvarenga e Gustavo Goes, tiveram a honra de receber os títulos de Cidadão Honorário e Benemérito de Brasília pela contribuição social ao DF. Gustavo contou ao Jornal de Brasília como foi emocionante viver esse momento da cerimônia realizada na Sessão Solene no Plenário da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), na última quarta-feira (4).

O título de cidadão honorário e Benemérito é entregue pela CLDF para um seleto grupo de pessoas. A deputada Paula Belmonte (Cidadania), presidente da Sessão Solene que deu o título aos quatro músicos, explicou que as pessoas que nasceram em Brasília recebem o título de cidadão benemérito. “Título que exalta o cidadão pelos seus serviços prestados para a sociedade”.

De Brasília para o mundo

O grupo é um dos destaques do gênero musical a nível nacional, com um impacto que chegou a ser comparado ao do clássico Exaltasamba, pelo deputado distrital Fábio Félix (Psol), na cerimônia. O Menos é Mais tem seis anos de estrada e acumula milhões de visualizações no Youtube, 10 milhões de ouvintes mensais nas plataformas musicais, indicações em prêmios de música. A banda, que tem uma base de fãs muito forte, alcançou a marca de mais de 30 milhões de ouvintes em 181 países e acumulou mais de 764 milhões de streams no Spotify em 2024.

Com regravações e canções autorais, o grupo chegou a conquistar o recorde de vídeo mais assistido de pagode, com o medley de músicas “Melhor eu ir/Ligando os Fatos/Sonhos de Amor/Deixa eu Te Querer” que faz parte do projeto “Churrasquinho do Menos é Mais”.

Em 2024 o grupo teve muitas realizações e lançou a primeira parte do projeto Churrasquinho 3, fez 11 feats com nomes como Anitta, Luísa Sonza e Gloria Groove. Eles também fizeram uma turnê internacional, com destino a Portugal.

Orgulho de ser brasiliense

Gustavo Goes contou ao Jornal de Brasília que todo o grupo se sente muito honrado de poder ocupar o lugar de agentes Culturais de Brasília e ter esse reconhecimento. “O Menos é Mais construiu toda a história baseada em Brasília”, afirmou. Para o músico, o grupo só existe porque é uma banda formada no DF. “Se fosse do Rio de São Paulo, não teria essa força que tem hoje. Não teria tanta gente torcendo pelo nosso sucesso. Nós somos muito gratos a esse quadradinho. A gente não sai daqui de jeito nenhum”.

O percussionista da banda conta que todos os membros ainda moram em Brasília. “Nós vamos continuar levando o nome de Brasília pelo mundo, mas agora como cidadãos beneméritos da capital”. O artista estendeu a honraria que os quatro músicos receberam na CLDF, para todas as 28 pessoas que trabalham por trás da banda. “O Menos é Mais é gigante. Muita gente vive esse sonho conosco na estrada”. Ele também afirma que o título vale para as dezenas de pessoas que trabalham diretamente com o grupo.

Reconhecendo o quanto viver de cultura é difícil na capital, Gustavo aponta que esse título também é uma forma de dar a luz para as pessoas que estão invisíveis nesse ramo. “Hoje estamos ocupando esse lugar, mas nós temos que valorizar toda a cadeia produtiva e cultural que existe dentro da música”. Gustavo cita e parabeniza as pessoas que ocupam funções como o road, os bilheteiros, os seguranças e a produção técnica. “Tanta gente que faz com que o Menos é Mais possa existir”.

Gustavo comentou que no começo da atuação do grupo, muita gente não sabia quem eles eram. Eles tocavam em bares na capital, em aniversários e festas de família. Por isso eles distribuem um cartão com a identificação da banda que vinha com uma frase significativa para o que eles se tornaram hoje: um símbolo da produção cultural de Brasília. “E desde o dia um nós levamos um slogan, um mantra, de um pagode com DNA brasiliense”. O músico conta que eles eram associados ao eixo Rio-São Paulo, mas que eles sempre faziam e fazem questão de apontar a origem do Menos é Mais. “Nós somos a continuação de uma história gigantesca de tantos grupos e movimentos culturais da capital”.

Planos para 2025

A primeira parte do Churrasquinho foi gravada em Brasília neste ano, mas o projeto vai ter continuação em 2025 com a gravação da segunda parte. “Vamos ter músicas inéditas e algumas regravações. Mas vai ser um evento um pouco maior do que a roda de samba feita na parte um”. Gustavo acredita que o público pode esperar muitas coisas boas para o futuro. “Vamos continuar firmes e fortes no propósito de levar alegria para as pessoas. Além de levar o nome de Brasília pelo mundo”.

A agenda de shows em Brasília para 2025 está sendo programada com um planejamento a parte, como contou Gustavo. “Porque nós realmente tratamos nossa cidade com muito carinho e queremos que os shows na capital sejam a altura do que os brasilienses merecem”.

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