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Brasília

Pacto feito: quem estiver melhor será o candidato ao Buriti

Arquivo Geral

18/08/2017 7h00

Atualizada 17/08/2017 21h44

Foto: Manoel Lira

Francisco Dutra
francisco.dutra@jornaldebrasilia.com.br

As lideranças conservadoras da política brasiliense voltaram a discutir a costura de uma grande aliança para as eleições majoritárias e proporcionais de 2018. O presidente regional do PTB Alírio Neto, pré-candidato ao Palácio do Buriti, reforçou o pacto selado pelo grupo: os candidatos serão definidos pelo desempenho técnico nas pesquisas e a capacidade de aglutinação de forças. Apesar de estar fisicamente distante, Jofran Frejat (PR) também continua a endossar a estratégia definida em 2016.

Ao longo dos últimos meses, tensões internas e externas afastaram caciques e referências conservadoras. Mas, contra o governo Rollemberg (PSB) e dos partidos da esquerda, estes personagens passaram a aparar as arestas. “Firmamos um pacto para construir uma frente de recuperação da cidade. Contra todo esse desmando que está na cidade. Esse pacto foi reafirmado. A gente sabe que a política tem muita dinâmica. É necessário estar o tempo todo colocando um tijolinho nessa parede”, crava Alírio, que ontem lançou novo site.

Caso não esteja bem nas pesquisas em 2018, Alírio afirma que retira a pré-candidatura para apoiar a aliado mais bem posicionado. Nas últimas horas, a política do DF agitou-se com a possibilidade de Frejat compor uma chapa inusitada com o senador Cristovam Buarque (PPS) e o presidente da Câmara Legislativa, deputado Joe Valle (PDT). Mas, diz Frejat, suas bandeiras ainda estão com o grupo original.

“Não tem conversa nenhuma. Não é a primeira vez que dizem isso, mas tudo bem. A minha posição é a mesma do ano passado. Para mim o pacto (com os partidos de direita) está valendo. Não estou fazendo isso para minha família. Faço pelo bem de Brasília. E só serei candidato se houver consenso”, argumenta Frejat. Apesar de não se apresentar oficialmente como pré-candidato, Frejat é um dos nomes mais posicionados em pesquisas e entre os servidores públicos.

Saiba mais

  • A polêmica foto do grupo político que fechou o pacto traz Alírio, Tadeu Filippelli (PMDB) e os deputados federais Alberto Fraga (DEM), Izalci Lucas (PSDB) e Rôney Nemer (PR).
  • Apesar de Filippelli ser alvo da operação Panatenaico, as lideranças de direita consideram que ele tem chances reais de provar inocência.
  • O ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil no DF (OAB) Ibaneis Rocha também cogita uma eventual candidatura ao Buriti ou ao Senado. Segundo Alírio, até o momento Ibaneis não estaria filiado a um partido, o que é indispensável. Ibaneis já pensou no seu PTB.
  • Frejat fez uma observação sobre a postura dos líderes da direita. Muitos como Alírio, se lançaram pré-candidatos. Mas para Frejat, antes das manifestações seria prudente esperar a evolução das pesquisas e dos desdobramentos do cenário político. O próprio Frejat ainda não intitula pré-candidato.

Postura de Frejat cria dilema para esquerda

O movimento de Frejat é um balde de água fria para a esquerda. Tanto Cristovam Buarque quanto Joe Valle estavam realmente dispostos a construir uma composição com o ex-secretário de Saúde mais bem avaliado do Distrito Federal e principal rival de Rollemberg na eleição de 2014.

De zero a dez, Buarque considerava que um eventual aliança com Frejat teria mais de cinco pontos de chance de vingar. Segundo o senador dois pilares sustentariam a composição. “Um programa comum para a cidade. E uma composição capaz de gerar naturalidade com o eleitorado”, explica.

Além do respeito à Ficha Limpa e à eficiência da máquina pública, o parlamentar pondera que o compromisso com a responsabilidade fiscal seria uma tônica. “Colocando o público antes do estatal. O doente na frente do servidor”, diz.

Para Joe Valle, o DF só vai susperar a crise se todas os melhores representantes de todas as forças políticas não trabalharem juntos. Valle aponta o nome de Frejat como referência para saúde assim como Alírio é para a segurança.

“Temos que transcender as questões individuais para encontrar soluções para as questões coletivas. Precisamos juntar os grupos. Não é bom ver um grupo contra o outro, quando os dois estão a favor da cidade”, avisa o presidente da Câmara.

Conforme o relato de Valle, o PDT está disposto a compor com personagens dispostos a redigir um programa de governo humanizado e progressita. Isso inclui nomes da direita, a exemplo de Frejat.

Apesar de negar a possibilidade de uma aliança neste momento, Frejat já participou de uma reunião informal, promovida pelo deputado distrital Chico Leite (Rede) com nomes da esquerda e nutre boas relações do personagens deste campo, além de Buarque e Valle.

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