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Brasília

Pacientes esperam sete horas por atendimento no Hospital do Guará

Arquivo Geral

15/09/2010 7h54

Da Redação

redacao@jornaldebrasilia.com.br

 

Sete horas. Esse foi o tempo mínimo que pacientes em busca de atendimento de emergência em clínica médica tiveram de esperar, na manhã de ontem, no Hospital Regional do Guará (HRG). A rotina, de acordo com quem depende da unidade de saúde, é comum. Havia somente um clínico geral para atender emergência e pacientes encaminhados pelo Corpo de Bombeiros e pelo Serviço de Atendimento Móvel de Emergência (Samu). 

 

“Isso aqui tinha que se chamar era corredor da morte e não hospital. Minha filha reclamou por telefone e pessoalmente na ouvidoria, mas até agora nada. Tanto imposto que paguei por mais de 40 anos e quando passo mal não consigo ser atendido”, declarou, indignado, o aposentado,  José Pereira, de 73 anos. Ele estava com febre e dor de garganta e falava com dificuldade.

 

A secretária do lar Márcia Damaceno, 30 anos, estava com os mesmos sintomas de Pereira. Ela chegou à emergência às 6h40 e viu uma senhora, que havia chegado às 5h, desistir de esperar. “Quem precisa de clínico só foi chamado para a triagem. A gente pergunta e os funcionários respondem que não tem previsão. É a segunda vez que venho aqui, da outra vez demorou, mas consultei. Dessa vez, pelo visto, nem isso. A gente mata serviço para cuidar da saúde, mas é em vão”.

 

A demora fez com que um grupo procurasse a ouvidoria do HRG em busca de explicações. A resposta foi a mesma dada pelos atendentes da recepção da emergência: faltam médicos da especialidade. Segundo um funcionário da unidade de saúde que preferiu não se identificar, a equipe está desfalcada por dois profissionais. Um está de férias e a outro de licença prêmio. Os primeiros pacientes começaram a ser chamados pouco antes das 13h.

 

Leia mais na edição desta quarta-feira (15) do Jornal de Brasília.

 

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