Da Redação
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Sete horas. Esse foi o tempo mínimo que pacientes em busca de atendimento de emergência em clínica médica tiveram de esperar, na manhã de ontem, no Hospital Regional do Guará (HRG). A rotina, de acordo com quem depende da unidade de saúde, é comum. Havia somente um clínico geral para atender emergência e pacientes encaminhados pelo Corpo de Bombeiros e pelo Serviço de Atendimento Móvel de Emergência (Samu).
“Isso aqui tinha que se chamar era corredor da morte e não hospital. Minha filha reclamou por telefone e pessoalmente na ouvidoria, mas até agora nada. Tanto imposto que paguei por mais de 40 anos e quando passo mal não consigo ser atendido”, declarou, indignado, o aposentado, José Pereira, de 73 anos. Ele estava com febre e dor de garganta e falava com dificuldade.
A secretária do lar Márcia Damaceno, 30 anos, estava com os mesmos sintomas de Pereira. Ela chegou à emergência às 6h40 e viu uma senhora, que havia chegado às 5h, desistir de esperar. “Quem precisa de clínico só foi chamado para a triagem. A gente pergunta e os funcionários respondem que não tem previsão. É a segunda vez que venho aqui, da outra vez demorou, mas consultei. Dessa vez, pelo visto, nem isso. A gente mata serviço para cuidar da saúde, mas é em vão”.
A demora fez com que um grupo procurasse a ouvidoria do HRG em busca de explicações. A resposta foi a mesma dada pelos atendentes da recepção da emergência: faltam médicos da especialidade. Segundo um funcionário da unidade de saúde que preferiu não se identificar, a equipe está desfalcada por dois profissionais. Um está de férias e a outro de licença prêmio. Os primeiros pacientes começaram a ser chamados pouco antes das 13h.
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