A revolta da família de um pedreiro de 52 anos tem um motivo: suposta negligência no atendimento ao paciente, que morreu no Hospital Regional do Guará (HRGu).
De acordo com os familiares do pedreiro, que tinha arritmia cardíaca, ele já fazia acompanhamento no HRGu. Ele procurou o hospital no sábado com sintomas de gripe e tosse. Foi classificado com a cor amarela – a terceira na classificação de urgência. Depois de quatro horas de espera decidiu ir embora.
Em casa, o pedreiro teria piorado. Ao perceber que o marido entortava as mãos e travava os dentes, a mulher dele acionou o Samu. Mas desistiu de esperar e resolveu voltar ao hospital.
No HRGu, o estado do paciente já era ainda mais crítico. Os médicos tentaram reanimá-lo, mas o pedreiro não resistiu. O corpo foi levado ao Hospital de Base para a necropsia, que deve indicar a causa da morte.
A Secretaria de Saúde alega que o paciente foi chamado 13 minutos depois de dar entrada, mas não respondeu, o que indicaria que ele teria deixado o hospital. Não é o que diz a família.