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Brasília

Paciente do Hospital de Base aguarda há dias por exame

Arquivo Geral

06/07/2011 15h05

Juliana Leão
juliana.leao@clicabrasilia.com.br

 

O comunicador Fernando Fidelis, 30 anos, marido e pai de duas filhas, uma de três anos e outra de cinco anos, está há 16 dias no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), sem receber atendimento. Ele ainda não fez os exames necessários para descobrir que doença ele tem.  A falta de funcionários no hospital, devido à greve dos servidores da Saúde do DF dificulta a realização dos procedimentos necessários, segundo informou sua esposa, Girlene Fidelis.

No dia 20 de junho, Fidelis foi encaminhado para o Hospital Regional de Sobradinho (HRS) sentindo fortes dores de cabeça, estava vomitando e desmaiou no banheiro de sua residência. Porém, dois dias depois, o paciente foi levado para o HBDF. A suspeita é de que ele tenha aneurisma, porém, para confirmar a doença, é preciso fazer o exame de angiografia. Caso confirme-se a suspeita, ele deverá ser submetido a cirurgia.

Na quarta-feira passada (27), Fidelis passou por uma angiografia, no entanto, o resultado da primeira análise foi insuficiente para ter certeza da doença. Na segunda-feira (25), ele havia tentado fazer o exame, porém, como informaram os médicos, não havia ninguém para fazer o procedimento devido à greve. “Ninguém me deu garantia de que realmente será feito”, diz Girlene.

A preocupação da esposa é de que demore mais uma semana para realizar os procedimentos necessários: “O exame é feito somente  na segunda-feira e na quarta-feira. Alguns pacientes estão deitados em camas onde não existem trocas de lençóis há uma semana. Isto aumento o risco de ocorrer infecções”, denuncia.

A assessoria do Hospital de Base do DF nega que o paciente Fernando Fidelis era negligenciado e de que não existiria nenhuma deficiência no atendimento realizado.

Mas Rafaela Leila Lopes, 30 anos, também acompanha o marido, Luiz Medeiros, que sofreu um acidente de moto e está há 40 dias no HBDF sem devido atendimento. Segundo Rafaela, desde que os servidores entraram em greve, os medicamentos não são dados aos pacientes regularmente.  “A situação aqui no hospital era ruim mesmo antes da greve, agora ficou pior. A medicação, por exemplo, não tem hora certa”, desabafa.

Saiba mais

Nesta quarta-feira (6), a greve dos servidores continua apesar do sindicato da categoria ter sido notificado,  sobre a decisão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, que determina a suspensão da paralisação. Com a greve,  apenas 30%  dos servidores continuam trabalhando.

 A classe, que não inclui médicos e enfermeiros, reivindica aumento de 34% do auxílio-alimentação (de R$ 199 para R$ 304), o repasse imediato do percentual de reajuste do Fundo Constitucional do DF, a implantação do plano de carreira, cargos e salários da categoria, e a oferta de plano de saúde. Os profissionais de saúde pedem também a incorporação aos salários da Gratificação por Apoio Técnico Administrativo (Gata) e a redução da carga horária para 20 horas semanais.

Aneurisma é a dilatação anormal da artéria, o que pode levar a ruptura no local enfraquecido com o alongamento.

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