Trazer um olhar mais humanizado. Esse é o objetivo da parceria entre a Fundação de Amparo ao Trabalhador Preso do Distrito Federal (FUNAP-DF), órgão vinculado à Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus), e a Associação de Mulheres e Pacientes Acometidos com Câncer (AMACC). As entidades oferecem capacitação técnica e prática às detentas do sistema penitenciário do Distrito Federal, com o objetivo da confecção de próteses mamárias de tecido, que serão entregues às mulheres atendidas pela AMACC.
“Esse projeto nos lembra sobre a importância de proporcionar dignidade às reeducandas, por meio do contato com um ofício e também oportuniza um sentimento de empatia a mulheres que encontram-se em tratamento de câncer”, comenta o secretário de Justiça e Cidadania, Jaime Santana. O Projeto preconiza que sejam fabricadas 2 mil próteses para todo Brasil, com possibilidades de uma maior produção.
A capacitação profissional tem o intuito de oferecer trabalho de integração de mão-de-obra com as necessidades de pessoas que estejam enfrentando a luta contra o câncer. “Essa parceria com a Funap possibilita a oportunidade das detentas participarem de um projeto que muda a vida de muitas mulheres através desse ato de amor, visando a auto estima das acometidas com câncer”, avalia Deuselita Martins, diretora da Funap DF. De acordo com ela, a parceria surgiu através de um projeto da OSC AMACC, “e buscamos parceria com a diretora da FUNAP, que nos acolheu de pronto atendimento, só temos que agradecer”, conta.
“Nossa família Amacc, abraça e acolhe mulheres que precisam desse acompanhamento durante o ano todo, mas nesse mês, em especial deixamos uma mensagem de amor, para todas as mulheres do Distrito Federal. Cada mulher é diferente, mas todas precisam de uma coisa: o autoexame!”, declara Aldelucia Silva Reis, diretora da AMAACC. O Objetivo da Funap é comentar as detentas conhecimento e capacitação, para que elas possam explorar o seu potencial, ao mesmo tempo podendo ajudar outras mulheres neste momento delicado da vida.
Na avaliação de Deuselita, o câncer é uma doença estigmatizante, e esse projeto dá margem a um processo de significação, gerado pela percepção de que a doença possibilita a reformulação de preconcepções e a elaboração de novos conceitos sobre a vida. “Nossa expectativa é trazer qualidade de vida às nossas pacientes, proporcionando a autoestima destas mulheres”, disse. “O projeto visa também a contribuição trazendo elementos que permitissem refletir sobre a sua contribuição para a reinserção social e redução da reincidência criminal”, finalizou. As próteses são de tecido com enchimento, e são feitas para mulheres que perderam a mama e não realizaram a cirurgia de reconstituição.