Moradores do Varjão entraram em confronto com a Polícia Militar durante o início da remoção das casas localizadas na chamada área de transição. O grupo havia conseguido a permanência no local por meio de liminar. A decisão foi derrubada pela Justiça, permitindo a derrubada das casas.
Equipes da Secretaria de Ordem Pública e Social (Seops) e de outros órgãos do GDF chegaram ao local no início da manhã. Surpresos com a operação, os moradores tentaram resistir. Eles fizeram um cordão humano para evitar a ação. A Polícia Militar usou gás de pimenta para conter os moradores, que reagiram jogando pedras nos militares. Alguns manifestantes ficaram feridos.
Os advogados dos moradores estiveram no Tribunal de Justiça do Distrito Federal para tentar a suspensão da operação, mas sem sucesso. Depois disso, o grupo decidiu aceitar a remoção. Pela manhã, seis barracos foram desocupados. Cerca de 370 famílias moram na área de transição.
Os moradores receberão uma ajuda de R$ 408, como auxílio vulnerabilidade durante três meses, para poder alugar uma casa enquanto aguardam ser beneficiados por programas sociais do GDF.
derrubada
A Seops estima que, em até três dias, todos tenham sido transferidos. Muitos providenciaram a mudança por conta própria. Logo depois, a Defesa Civil vai providenciar a derrubada dos barracos.
No local serão construídas unidades habitacionais pelo programa Morar Bem. O grupo de habitantes do Varjão espera ser contemplado com essas novas moradias, mas o número de unidades previstas é menor que a demanda. Do total de famílias, 242 estão aptas a receber a nova casa, mas só serão construídos 144 apartamentos.