Menu
Brasília

Outras famílias procuram a polícia para esclarecer mortes de parentes no HRSM

Arquivo Geral

17/04/2012 7h10

Vinícius Borba
vinicius.borba@jornaldebrasilia.com.br

 

Pessoas que perderam parentes na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) passaram a procurar a 33ª Delegacia de Polícia depois que souberam da denúncia de que 13 pessoas haviam morrido após ocupar o leito 19 da unidade. As vítimas teriam recebido ar comprimido no lugar de oxigênio por um erro de instalação do equipamento.

 “Meu pai ficou no leito  18 da UTI em 9 de fevereiro deste ano, mas estamos preocupados. Ele teve um problema depois de receber uma medicação e foi levado para lá. Foram apenas quatro dias internado para morrer. Tem pelo menos cinco causas de morte possíveis, mas nenhuma certeza”, afirmou o servidor público José Hiram.

Por enquanto, porém, a polícia tem concentrado as atenções nos prontuários dos 13 mortos, apresentados pelo ex-diretor de Administração do hospital, Ivan Rodrigues, que foi exonerado logo depois de a denúncia vir a tona.
 Para o promotor Jairo Bisol, da 1ª Promotoria de Justiça de Defesa da Saúde (ProSUS), a responsabilidade pode recair sobre diferentes autores nessa situação. “Quem recebeu a obra da forma como está e quem autorizou a obra para a empresa podem ser responsabilizados, já que há suspeita de homicídio culposo para os envolvidos”, afirmou Bisol.

Ontem, cinco dias após as denúncias, o  Governo do Distrito Federal apresentou medidas para esclarecer as mortes. O GDF divulgou nota publicando ordens do governador Agnelo Queiroz, que determinam a inspeção pela Diretoria de Engenharia Clínica em toda a tubulação de gases medicinais da UTI do HRSM.

 

Foi determinada também a criação de comissão especial para apuração das supostas mortes entre os meses de julho de 2011 e janeiro de 2012, de pacientes que estiveram no leito 19 do hospital. Além disso,  ordenou ações para a apreensão dos documentos que estão em poder do Conselho Regional de Medicina e Ministério Público para investigações. Segundo  a Assessoria de Imprensa da Secretaria de Saúde do DF (SES), os documentos são propriedade do hospital e teriam sido tomados de forma irregular por parte do ex-diretor, que pode ser responsabilizado por tal prática.

 

Leia mais na edição impressa desta terça-feira (17) do Jornal de Brasília.

 

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado