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Brasília

Os perigos na comida

Arquivo Geral

09/12/2012 15h33

Elaine Siqueira

elaine.siqueira@jornaldebrasilia.com.br


A ingestão de comida mal cozida e até mesmo o manuseio e conservação de alimentos de maneira imprópria são ingredientes fatais para a ocorrência dos desagradáveis efeitos da intoxicação alimentar. Náuseas, vômitos, diarreia, febre, dor abdominal, cólicas e mal-estar estão entre os principais sintomas que levam o consumidor a denunciar o estabelecimento responsável pelo fornecimento da comida. Mensalmente, mais de 200 denúncias chegam à Vigilância Sanitária e o número tende a aumentar nessa época do ano por ser um período quente e úmido, fatores básicos para a proliferação de bactérias. 

Também chamada de cólica gastrintestinal (gastroenterocolite aguda), a intoxicação alimentar é um problema de saúde, provocado ou por infecção bacteriana, como a salmonella, como por fungos, componentes tóxicos encontrados em certos vegetais ou ainda por produtos químicos. 

 

Bactéria

 

A Salmonella é transmitida por meio da ingestão de alguns alimentos como carne, ovos e leite, contaminados ao entrar em contato com as fezes de animais infectados. 

Segundo o gerente de Alimentos da Vigilância Sanitária (Visa-DF), André Godoy, muitas pessoas apresentam problemas com alimentos infectados, mas não denunciam. “Alguns só se sentem mal no dia seguinte e não procuram um médico, ficando sem saber os motivos que causaram o mal-estar”. Para Godoy, é importante que as pessoas que apresentam sintomas de infecção alimentar se sintam lesadas e denunciem os estabelecimentos.

 

Queijo com veneno para ratos


“Os sintomas começaram a aparecer rapidamente. Tivemos  naúseas

e diarreia. Comecei a ficar fraca”. Creusdeth Cézar,   dona de casa.


Segundo o infectologista do Hospital Santa Lúcia Tarquino Sanchez,  mulheres gestantes, crianças e idosos estão mais propensas à intoxicação, pois geralmente o sistema imunológico fica debilitado e propenso à instalação de bactérias. 

Na família da dona de casa, Creusdeth Guimarães Cézar, de 60 anos, houve um surto de intoxicação alimentar devido a um queijo adquirido em uma feira, próxima de sua casa. Ela e o marido chegaram a ser internados no Hospital Regional do Gama, com histórico de diarreia e vômito. “Os sintomas começaram a aparecer rapidamente, com naúseas e diarreia, comecei a ficar fraca. Tivemos que fazer lavagem estomacal”, explicou.

O médico que atendeu o casal pediu uma amostra do alimento e, após análise, constatou que havia veneno de rato em sua composição. “Quando eu soube do resultado, voltei à feira e a banca não existia mais. Podíamos ter morrido”, disse a dona de casa, moradora do Setor Sul, do Gama.

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