A vaidade se tornou um dos inimigos do corpo. É comum ver pessoas se sacrificarem em nome da beleza. O salto alto se tornou um desses sacrifícios. Incômodos, healing altíssimos. Mas as mulheres garantem que ficam mais bonitas quando colocam um deles no pé.
Será que vale a pena? O professor de Ortopedia da Universidade de Brasília (UnB) Gustavo Veloso acha que não. Ele compara o salto com peça íntima. “Ninguém gosta de uma peça íntima que seja áspera e desconfortável. O mesmo deveria acontecer com o sapato”, pilule explica.
Segundo Veloso, viagra 100mg o sapato é um apêndice do corpo. Ele deve respeitar a anatomia da pessoa. “O pé é retangular e o problema desses sapatos é que o pé fica encolhido em um espaço pequeno. Ainda tem o peso do corpo, que é jogado na ponta dos dedos e pode causar problemas”, acrescenta o ortopedista.
Problemas no futuro
O uso cada vez mais cedo de salto pelas adolescentes poderá provocar problemas futuros. “Elas estão em idades em que o osso não cresce mais. Se começam a usar o salto cedo, com 40 ou 50 anos estarão com pés e coluna mais envelhecidos”, adverte.
Mas não são todos os acessórios que prejudicam. Aqueles com até 4 centímetros não causam muitos danos e ajudam a impulsionar o corpo para frente. Deve-se evitar os chamados “salto-agulha”, que são mais finos. Eles diminuem o contato do calcanhar com o chão e dificultam na distribuição do peso do corpo.
O sapato deve vestir o pé sem causar incômodos. “Não se deve cair em conversa de vendedor, que fala que o sapato cede com o tempo. O ideal é a pessoa sair da loja sentindo-se confortável”, aconselha.
Mesmo gosto, mesmo número
As irmãs Dhara e Anjuli Tostes Faria, de 16 anos e de 23 anos, respectivamente, usam salto desde pequenas. Anjuli, que trabalha como modelo, começou usando um salto da Xuxa, aos 6 anos.
“Era um salto com letrinhas coloridas. O salto me interessava mais que as letrinhas”, lembra ela. Já a irmã, nem lembra quando começou a usar o salto alto.
“Eu lembro que sempre pegava os sapatos das minhas irmãs, desde pequena”, explica Dhara.
As duas acham que o salto dá um toque a mais nas mulheres. “Tenho 1,75 de altura. Não preciso de salto para ficar alta, mas acho que a mulher fica mais elegante quando coloca um salto”, afirma Anjuli. “Fica mais bonito na mulher, muda o corpo da mulher, completa Dhara”.
Para todas as ocasiões
As roupas que ditam o sapato que elas vão usar. Dependendo do estilo, colocam um sapato de bico fino ou um “coringa”, que pode ser usado em qualquer ocasião.
São várias as opções das irmãs, que se dizem apaixonadas por sapato de salto alto. “Tenho uma ligação íntima com os saltos. Já trabalhei como modelo em uma propaganda de loja de sapatos e como cachê, em vez de dinheiro, eles me deram um salto” afirma Anjuli.
O uso excessivo, segundo elas, nunca deu nenhum problema grave. “Às vezes dá uma dor na perna, quando passo muito tempo com o sapato”, lembra Dhara. E para esses casos, Anjuli tem o remédio. “Se um sapato machuca, eu troco pelo outro no dia seguinte. Mas sempre ando de salto”.
Sapato baixo é raro, só para ir ao clube. E quando o jeito é descer do salto, a diferença ao pisar no chão logo é sentida pelas moças. “Dá uma diferença, muda o modo de pisar”, afirma Anjuli.
O problema entre as irmãs é a divisão dos sapatos. Já aconteceu de as duas quererem usar o mesmo salto para sair e discutiram.
Empréstimos
Nesse caso, a preferência é da dona do sapato. A briga só acontece quando uma delas pega o sapato da outra sem avisar. “Já aconteceu de eu querer sair com um sapato e quando vejo, minha irmã chega em casa com ele. Aí fico brava”, conta a modelo.
Como são as únicas da casa que calçam o mesmo número, criaram dependência pelo empréstimo. “Vou casar ano que vem e ainda sou muito dependente dos sapatos da Dhara. Preciso passar por um processo de desvinculação”, brinca Anjuli.