A Secretaria de Educação expedirá circular, na tarde desta quinta-feira (6), recomendando às escolas da rede privada que não suspendam as aulas, mesmo se for verificado algum caso de gripe, seja da gripe comum seja da Influenza A (H1N1).
A circular tem como base novas orientações feitas pela Secretaria de Saúde. A principal delas diz que as aulas só sejam suspensas se até três casos forem detectados em uma turma, ainda assim, só nesta turma.
O primeiro caso deve ser comunicado imediatamente à Secretaria de Saúde pelos telefones (61) 3327-7461 ou (61) 3905-4603, que passará então a monitorar a turma. Se nos cinco dias seguintes mais dois casos forem detectados, daí a Saúde reconhece como surto, só naquela turma, que só deverá então ter suas aulas suspensas. A escola deve continuar em funcionamento.
A subsecretária de Vigilância à Saúde da Secretaria de Saúde, Disney Antezana, transmitiu as orientações hoje à secretária adjunta de Educação, Eunice Santos, em reunião para prestar esclarecimentos à direção do Sinpro-DF, que cogita entrar com pedido liminar para que as professoras grávidas sejam dispensadas do trabalho. “As grávidas devem trabalhar normalmente”, afirmou Disney à direção do Sinpro.
As grávidas devem agir como todas as demais pessoas gripadas: procurar orientação médica. Se a orientação for para permanecer em casa, ela deve enviar o atestado para validação pela Perícia Médica por uma terceira pessoa.
Embora quase 80% dos 59.959 servidores ativos da Secretaria de Educação sejam mulheres (44.630), a SEDF não tem como precisar quantas delas estão grávidas.
Disney explicou que o vírus tem alta transmissibilidade, espalhou-se por 160 países, mas já se sabe que a gripe causada por ele não é tão grave quanto se pensava: “Já sabemos que só um por cento das pessoas que o contraem apresentam agravamento da doença”.
Um milhão de pessoas fazem parte dos grupos de risco no DF, formado por mulheres grávidas, crianças menores de 12 anos, idosos (acima de 60 anos), obesos (25% da população) e portadores de doenças crônicas (como o câncer, a diabetes e HIV). “Qualquer ação adotada para um grupo de risco deve ser estendido aos demais”, afirma Disney.
A prioridade a quem fizer parte dos grupos de risco será dada no atendimento a quem procurar postos e hospitais da rede pública de saúde.
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