Johnny Braga
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Pouco conhecida no Distrito Federal e bastante comum em estados do Norte do País, Goiás, Mato Grosso do Sul e São Paulo, a haveicultura – atividade rural especializada em cultivo de seringueiras – em breve vai se tornar a mais nova atividade rural da capital. Um projeto inédito da Terracap vai dispor da venda de terras para implementar o cultivo de seringais, em uma área de 40 mil hectares. A produção esperada deve girar em torno de 600 árvores por hectare. Por se tratar de uma parceria público-privada, haverá um processo licitatório para a produção. O edital deve sair nos próximos meses.
Da seringueira é extraído o látex, que é a pasta base para produzir a borracha. O Brasil importa 70% do consumo do produto já finalizado. Na produção projetada para o DF, se espera obter um valor igual ou aproximado a 30 toneladas por ano de matéria prima. A área a ser destinada passará antes por um estudo para analisar sua capacidade, mas sabe-se que algumas regiões como as zonas rurais de São Sebastião e Planaltina serão algumas das contempladas.
O presidente da Terracap, Antônio Carlos Lins, visitou ontem uma plantação de seringueiras a 60 quilômetros de Brasília, no Jardim ABC, na Cidade Ocidental (GO). Para ele, o projeto será um marco nos investimentos no agronegócio. “É um projeto piloto e que já dá resultados bastante significativos no entorno da capital. É esse modelo que vamos seguir”.
Para o presidente da Empresa de Assisência Técnica e Extensão Rural do DF (Emater), José Guilherme Tollstadius, o projeto é uma possibilidade para pequenos produtores, mesmo como atividade complementar. “É uma opção de diversificação econômica e com sua vantagem ambiental”, diz.