O saldo da operação do Comitê de Combate ao Uso Irregular do Solo fechou em 14 construções retiradas de áreas irregulares, nesta sexta-feira (1º). Ceilândia, Águas Claras e Sobradinho foram as regiões administrativas alvos das intervenções. As famílias de quatro obras aceitaram auxílio oferecido pelo governo na transferência dos objetos pessoais. A Secretaria da Ordem Pública e Social (Seops) e a Agência de Fiscalização (Agefis) coordenaram.
As mudanças ocorreram durante a operação na Chácara 203, do Setor Habitacional Sol Nascente, próximo à garagem da viação de transporte coletivo Satélite. Dez edificações foram erradicadas no local. As seis famílias restantes não aceitaram o auxílio do GDF e fizeram a realocação, para casa de parentes e amigos, por conta própria.
Duas ligações clandestinas, sendo uma de água e uma de energia que abasteciam todas as construções acabaram desativadas. Utilizados nas “gambiarras” feitas pelos moradores, 150 metros lineares de fios foram recolhidos pela Companhia Energética de Brasília (CEB). A fiscalização inutilizou, ainda, dez fossas sépticas.
A segunda equipe do comitê, que esteve em Sobradinho, identificou obras irregulares em dois pontos. Um deles é a Chácara Santa Rita – Nº 05, próxima à DF 440. Lá o resultado foi a remoção de duas edificações erguidas em madeira e amianto, 300 metros lineares de cerca e uma fossa.
Em outras duas construções, os moradores receberam autos de intimação demolitória, medida que determina a retirada das obras pelos responsáveis, sob a pena de multa em caso de descumprimento. Às margens do Ribeirão Sobradinho, uma edificação em madeira foi ao chão e uma barraca de camping, recolhida.
No Setor Habitacional Arniqueira, onde construções estão proibidas por uma determinação judicial, duas obras foram alvos da terceira equipe do comitê em chácaras consolidadas das colônias agrícolas Vereda Grande e Arniqueira. Um muro de 42 metros lineares também acabou no chão.
O comitê mobilizou 153 servidores para os trabalhos das três cidades. Estiveram envolvidos, além da Seops e da Agefis, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap), Serviço de Limpeza Urbana (SLU), CEB, Companhia de Saneamento Ambiental (Caesb) e Instituto Brasília Ambiental (Ibram).