Nove construções irregulares foram erradicadas e pelo menos 19 pontos de energia clandestina foram desligados ao longo desta terça-feira (5). As cidades alvo da operação do Comitê de Combate ao Uso Irregular do Solo foram: Taguatinga, Ceilândia e Gama. As operações foram coordenadas pela Secretaria da Ordem Pública e Social (Seops) e pela Agência de Fiscalização (Agefis).
A maior parte das remoções ocorreu em um só ponto do setor habitacional Sol Nascente, em Ceilândia. Foram cinco edificações feitas em alvenaria e uma em madeira retiradas da Chácara 37B. No mesmo local o Comitê desligou um ponto clandestino de energia e outro de água. Seis fossas foram entupidas. A ação resultou, ainda, na apreensão de 178 metros de cano de PVC e de 50 metros de cabos de energia.
As construções irregulares foram detectadas em ação de vigilância realizada na segunda-feira (4). Segundo levantamento, elas foram erguidas e parcialmente ocupadas no último final de semana. Duas pessoas solicitaram e receberam auxílio para levar seus pertences à casa de parentes, em outros bairros de Ceilândia. As demais farão a transferência por conta própria.
Em Taguatinga, o primeiro local fiscalizado foi a QNA 51, onde foram retirados 100 metros de uma cerca-viva e 50 metros de um alambrado que privatizavam área pública. O outro ponto visitado foi área ao lado da Rodoviária da cidade, próximo de onde será construído o novo centro administrativo do GDF. Duas edificações em madeira e um caminhão de entulho foram retirados do local. A equipe foi posteriormente deslocada ao Núcleo Rural 26 de Setembro, Chácara 33, onde 18 postes de iluminação pública instalados sem autorização acabaram retirados.
Uma terceira equipe realizou operação no Núcleo Rural Ponte Alta Norte, no Gama, onde uma ação civil pública proíbe novas construções até a regularização do setor. Uma edificação foi erradicada em local conhecido como Chácara Filadélfia.
Os materiais apreendidos durante a operação realizada no setor Sol Nascente foram levados para depósito. Poderão ser recuperados em até 30 dias com a apresentação de nota fiscal e o pagamento de multa referente aos custos da operação.