Construídas em áreas públicas sem permissão do governo, 18 ocupações irregulares foram desconstituídas nesta quarta-feira (26). As ações do Comitê de Combate ao Uso Irregular do Solo percorreram a Estrutural, o Gama e o Itapoã. As construções foram identificadas em levantamentos realizados desde a semana passada. A coordenação foi da Secretaria da Ordem Pública e Social (Seops) e da Agência de Fiscalização (Agefis).
As maiores irregularidades acabaram encontradas na Estrutural. Lá foram ao chão 13 edificações. Oito delas erguidas em madeira estavam no setor de chácaras Santa Luzia, próximas ao Centro Olímpico da região, em área da Agência de Desenvolvimento do DF (Terracap). No mesmo local a equipe descaracterizou 20 metros lineares de cerca. Também em Santa Luzia, mas a 200 metros do Parque Nacional de Brasília, mais uma edificação em madeira foi retirada e uma fossa, entupida. Próximo ao Parque Urbano foram duas construções em madeira, 450 metros lineares de cerca em arame e 350 de tapume. Além disso, na Quadra 4 do setor norte, o resultou chegou a duas edificações em alvenaria e 20 metros lineares de muro. A área pertencente à Companhia de Desenvolvimento Habitacional do Distrito Federal (Codhab).
Dois caminhões foram utilizados para recolher todo o entulho resultante da remoção de três edificações em madeira, 500 metros lineares de cerca em arame e 30 de muro. Essa ação ocorreu em dois pontos do Itapoã, na entrequadra 61/318 e na quadra 302/303. O muro permanecia em local destinado à implantação de uma via pública.
Por força de ação movida pela Justiça, que proíbe novas construções até a regularização, o Comitê removeu duas construções na Chácara 443 do Núcleo Rural Ponte Alta Norte, no Gama. Em uma delas funcionava um depósito de ferramentas para construção civil. Nesse mesmo local acabaram retirados 600 metros lineares de cerca e uma fundação para casa. Uma cisterna ainda foi inutilizada. Mais 200 metros lineares de cerca em tapume e zinco acabou alvo da fiscalização em uma área aberta na Avenida Buritis.
Integraram as operações 145 servidores. Entre os órgãos estiveram presentes, além da Seops e da Agefis, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Teracap, Companhia Energética de Brasília (CEB), Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb), Serviço de Limpeza Urbana (SLU). Coordenaram pela Seops os diretores de Operações Major Viegas, Capitão Costa Reis e Capitão Paulo da Silva. Pela Agefis, estiveram à frente os auditores fiscais Ulicéia Rodrigues, Edclai Santos e Edson Villas Boas.