Aproximadamente 140 servidores de oito órgãos do Governo do Distrito Federal foram mobilizados para a retirada de 17 edificações feitas em madeira, erguidas em área pública do bairro Vila do Boa, em São Sebastião. A operação foi realizada nesta quinta-feira (4), entre 9h e 11h40, sob a coordenação da Secretaria da Ordem Pública e Social (Seops) e da Agência de Fiscalização (Agefis).
Além das construções irregulares, foram retirados, ainda, 1.200 metros lineares de cerca. Onze fossas acabaram entupidas. Técnicos da Companhia Energética de Brasília (CEB) desligaram pelo menos quatro ligações clandestinas de energia e os da Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb), duas de água. O governo auxiliou seis famílias na transferência para a casa de parentes, com a disponibilização de caminhões para a mudança. As demais decidiram fazer por contra própria.
De acordo com os relatórios de vigilância produzidos pelos membros do Comitê, as edificações, feitas de forma precária, foram erguidas, em sua maioria, no último feriado. Servidores da Secretaria de Desenvolvimento Social e Transferência de Renda (Sedest) estiveram no local nesta quarta-feira (3) para oferecer alternativas a quem estivesse em situação de vulnerabilidade social, como o benefício eventual de R$ 408. Nenhum dos ocupantes aceitou a oferta.
Os órgãos de fiscalização do Governo do Distrito Federal vão continuar as operações de vigilância para impedir novas tentativas de ocupação. A área pertence à Agência de Desenvolvimento do DF (Terracap). Ainda não há previsão de destinação do local.
Estrutural
Também nesta quinta-feira, outra equipe do Comitê de Combate ao Uso Irregular do Solo, formada por 30 servidores, trabalhou para impedir o avanço das ocupações irregulares na região da Chácara Santa Luzia, na Estrutural. Durante a ação, foram retiradas duas edificações em madeira, duas fossas, 24 metros de cerca e 12 pontos clandestinos de energia.
No Setor Norte da cidade, Área Especial 01, os órgãos apreenderam 80 piquetes, que são pequenos pedaços de madeira utilizados para a demarcação de lotes no solo. Estavam demarcados aproximadamente 30 lotes numa área total de três mil metros quadrados. No local está prevista a construção de uma escola.
Entre os órgãos presentes às operações, estiveram Seops, Agefis, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Polícia Civil, CEB, Caesb e Terracap.