Renata Werneck
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A Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão em feiras do Distrito Federal na manhã desta terça-feira (19). O objetivo da operação, denominada Operação Polímero, era confiscar simulacros de armas de fogo, muito utilizados em assaltos no DF.
Desde o final de 2015, armas falsas foram apreendidas quase todos os dias pela 6ª Delegacia de Polícia, que atua nas regiões do Paranoá e do Itapoã. A partir daí, os policiais decidiram investigar de onde os simulacros estavam surgindo. Descobriram que um indivíduo, morador do Paranoá, vendia os artefatos em uma banca localizada na Feira dos Importados, no Setor de Indústria e Abastecimento. No local encontraram outras bancas na mesma situação.
Ao todo, nove bancas e mais de 500 simulacros foram apreendidos. Seis delas na Feira dos Importados (SIA), e outras quatro na Multifeira e na Feira dos Importados de Taguatinga. Todos os proprietários foram identificados. Um total de 60 policiais do Departamento de Polícia Circunscricional (DPC) e das subordinadas ao Departamento de Atividades Especiais (Depate) – Divisões de Operações Especiais (DOE) e Operações Aéreas (DOA) foram envolvidos na ação.
Segundo o delegado-chefe da 6ª DP, Marcelo Portela, os simulacros são mais baratos que as armas verdadeiras e hiperrealistas. “É impossível, até mesmo para os policiais, identificar se eles são falsos ou verdadeiros”, afirma.
Após a contagem das armas falsas apreendidas, a Polícia espera começar a segunda fase da operação para descobrir de onde os simulacros estão vindo. Os proprietários das bancas serão intimados e deverão mostrar a documentação dos artefatos. Como o Estatuto do Desarmamento veda a fabricação, importação e venda de armas e simulacros, eles podem responder por crimes contra o consumidor e contrabando.
Em 7 de abril, a PRF fez a apreensão de simulacros de armas de fogo em Hidrolândia (GO). A carga foi avaliada em 40 mil reais e, segundo o delegado-chefe, suspeita-se que ela estava a caminho de Brasília