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Operação Panatenaico: Segunda fase mira fraudes nas obras do BRT Sul

Por Arquivo Geral 11/05/2018 7h53
Tânia Rêgo Agência Brasil

A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira (11) a segunda fase da Operação Panatenaico, que investiga fraude na licitação das obras do BRT Sul, no Distrito Federal. O esquema criminoso é suspeito de ter realizado pagamento de vantagens financeiras indevidas a autoridades públicas.

Segundo a PF, laudos realizados pelos investigadores constataram o direcionamento e a fraude no processo licitatório, enquanto auditorias realizadas pelo Tribunal de Contas do DF e pela Controladoria Geral do DF apontaram um superfaturamento de aproximadamente R$ 208 milhões, cerca de 25% do custo total do empreendimento fraudado.

Conforme a corporação, os fatos investigados configuram, assim, a prática dos delitos de corrupção passiva e ativa, associação criminosa, fraudes licitatórias e lavagem de dinheiro.

São cumpridos 15 mandados de buscas e apreensões, sendo 13 em Brasília/DF, um em Ribeirão Preto/SP e um em São Paulo/SP. Em razão da dimensão dos desvios investigados, da complexidade dos crimes e do volume de documentos que se projeta encontrar, a PF optou por utilizar na 2ª. Fase da Operação Panatenaico.

Primeira fase

Na primeira fase da Panatenaico, deflagrada em maio de 2017, 21 pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público Federal, entre elas, os ex-governadores do Distrito Federal Agnelo Queiroz e José Roberto Arruda, e o ex-vice-governador Tadeu Filippelli. Eles viraram réus em ações que investigam lavagem de dinheiro, corrupção e organização criminosa na reforma do estádio Mané Garrincha.

Panatenaico

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O nome da operação é uma referência ao Stadium Panatenaico, sede dos jogos panatenaicos, competições realizadas na Grécia Antiga que foram anteriores aos jogos olímpicos. A história desta arena utilizada para a prática de esportes pelos helênicos, tida como uma das mais antigas do mundo, remonta à época clássica, quando estádio ainda tinha assentos de madeira. A construção foi toda remodelada em mármore, por Arconte Licurgo, no ano 329 a.C. e foi ampliado e renovado por Herodes Ático, no ano 140 d.C., com uma capacidade de 50 mil assentos. Os restos da antiga estrutura foram escavados e restaurados, com fundos proporcionados para o renascimento dos Jogos Olímpicos. O estádio foi renovado pela segunda vez em 1895 para os Jogos Olímpicos de 1896.






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