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Operação Horus: MPDFT obtém a condenação de sete policiais militares

De acordo com o Gaeco/MPDFT, uma parte do grupo atuava como braço armado dos grileiros e cometia uma série de delitos

MPDFT Foto: Vítor Mendonça/Jornal de Brasília

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (Gaeco/MPDFT) conseguiu, em 17 de março, uma decisão favorável que resultou na condenação por meio da “Operação Horus”, de sete policiais militares pelo crime de organização criminosa. Além de perderem os cargos, os servidores foram sentenciados a cumprirem 10 anos de prisão.

Deflagrada em maio de 2019, a “Operação Horus” desarticulou uma organização criminosa que grilava terras no Sol Nascente em Ceilândia. Na época foram cumpridas sete prisões e 11 mandados de busca e apreensão contra policiais militares do DF.

As investigações iniciaram em 2011 e constataram que o grupo criminoso promovia o parcelamento irregular de solo urbano do Condomínio Sol Nascente desde o início da ocupação. Os acusados foram responsáveis pelo surgimento de dezenas de loteamentos ilegais na região.

De acordo com o Gaeco/MPDFT, uma parte do grupo de criminosos atuava como braço armado dos grileiros e cometia uma série de delitos, como ameaças e homicídios, e seriam auxiliados por policiais militares responsáveis por proteger e dar suporte a esses infratores, bem como por comercializar parte dos terrenos.

O trabalho de investigação que resultou nas condenações foi realizado em parceria com a Coordenação Especial de Repressão à Corrupção, ao Crime Organizado e aos Crimes contra a Administração Pública e contra a Ordem Tributária (Cecor), atual Departamento de Combate à Corrupção (Decor) da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF).

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Os denunciados ainda podem recorrer da decisão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT).






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