Menu
Brasília

Operação faz a maior apreensão de mídias piratas do ano

Arquivo Geral

23/08/2013 12h10

Uma operação surpresa do Comitê de Combate à Pirataria do DF na Feira Permanente do P Norte, em Ceilândia, registrou a apreensão de aproximadamente 50 mil mídias piratas e a prisão de três feirantes que vendiam o material ilegal. A fiscalização ocorreu entre o final da tarde e o início da noite dessa quinta-feira (22). 

 

 

“É a maior apreensão de mídias piratas do ano. Nosso principal objetivo é conscientizar os feirantes e a população de que a venda de artigos falsificados, além de crime, é prejudicial para toda a sociedade”, afirma o subsecretário de Operações da Secretaria da Ordem Pública e Social (Seops), Carlos Alencar. 

 

 

Participaram da operação, batizada Feira Legal, 48 agentes da Seops, da Polícia Militar e da Delegacia de Combate Contra os Crimes de Propriedade Imaterial (DCPim). 

 

 

A fiscalização começou por volta das 16h30 com a apreensão de aproximadamente cinco mil mídias e a prisão dos feirantes. 

 

 

As demais bancas identificadas em levantamento realizado antes da operação estavam fechadas, mas com a ordem da polícia todas foram abertas e o material acabou apreendido.  Ao todo, 12 boxes trabalhavam com a venda de CDs e DVDs de filmes, música, jogos eletrônicos e programas de computador. 

 

“Solicitamos junto à administração da feira os nomes dos permissionários para os identificados e essas pessoas também serão indiciadas”, avisa o delegado-chefe da DCPim, Luiz Henrique Sampaio.  Os três feirantes presos durante a ação foram autuados em flagrante pelo crime de violação do direito autoral, que prevê pena de dois a quatro anos de reclusão, além de multa, em caso de condenação. 

 

 

Dois dos detidos foram liberados depois de prestarem depoimento e pagarem fiança de R$ 400.  A fiança do terceiro preso foi fixada em R$ 1 mil porque, em depoimento, ele confessou ter um depósito de mídias piratas em casa, onde além do material ilegal a polícia apreendeu aproximadamente 100 mil encartes. 

 

 

Os CDs e DVDs recolhidos na operação serão contados e, posteriormente, uma amostra será encaminhada ao Instituto de Criminalística (IC) para perícia.  As demais mídias, junto com três televisores recolhidos no local, seguem para o Centro de Guarda de Objetos de Crime (Cegoc) do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), onde aguardam autorização para serem destruídos (mídias) ou leiloados (TVs). 

 

Processo de Administrativo

 

­ Além de responderem na esfera criminal, os permissionários das bancas onde as mídias piratas foram apreendidas poderão sofrer sanções administrativas, que podem ir da advertência à perda da concessão.  “A Feira Permanente do P Norte é pública e é inadmissível que ocorra a venda de produtos piratas nesse tipo de estabelecimento. Vamos encaminhar ofício à Coordenadoria das Cidades, que também faz parte do Comitê de Combate à Pirataria, para que seja aberto o processo administrativo”, informa o subsecretário Alencar. 

 

O mesmo procedimento foi adotado na Feira dos Importados de Taguatinga, em agosto de 2012, e um processo foi aberto contra 53 permissionários.  As bancas ficaram interditadas por dois meses e foram reabertas somente após a assinatura de um termo em que os feirantes se comprometeram a não vender pirataria. 

 

Desde então, não há mais a venda de CDs e DVDs piratas dentro do centro comercial.

    Você também pode gostar

    Operação faz a maior apreensão de mídias piratas do ano

    Arquivo Geral

    16/08/2012 10h28

    O Comitê de Combate à Pirataria e Outros Delitos de Propriedade Intelectual e Comércio Ilegal do DF prendeu, na manhã desta quinta-feira (16,) 12 pessoas envolvidas no comércio de produtos falsificadosna Feira dos Importados de Taguatinga. Entre os detidos, dois eram distribuidores e faziam a entrega da CDs e DVDs falsificados. Os outros dez são permissionários que comercializavam o produto ilegal nas bancas. Ao todo, foram apreendiascerca de 300 mil mídias piratas que seriam vendidas em bancas da feira e nas ruas da cidade. Os dois carros que eram utilizados para o transporte das mercadorias foram recolhidos ao depósito do Detran-DF.

     

    A operação começou por volta das 6h30. Agentes da Secretaria da Ordem Pública e Social (Seops) e da Polícia Civil, com o apoio de policiais militares, aguardaram a chegada dos fornecedores, o que ocorreu por volta das 7h30. Quando perceberam a chegada dos membros do Comitê, alguns tentaram fugir, mas acabaram presos. Os fornecedores e feirantes foram levados à Delegacia de Combate aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial (DCPIM), onde serão autuados por violação do direito autoral. O crime está previsto no artigo 184 do Código Penal e tem pena prevista de dois a quatro anos de reclusão, e multa. 

     

    No momento do flagrante, os distribuidores faziam a divisão das mercadorias entre as bancas. Durante a operação, ficou constatado que 38 delas vendiam mídias piratas. Todas foram interditadas e lacradas. Em uma delas funcionava um laboratório que servia para a fabricação de mídias piratas. Ele foi organizado na sobreloja de uma das bancas na tentativa de esconder a linha de produção. No local foram recolhidos computadores, gravadoras e impressoras. Para disfarçar a fabricação do produto, o feirante instalou o laboratório.“A Feira dos Importados de Taguatinga é o principal centro de distribuição de produtos piratas do Distrito Federal e Entorno. Com essa ação demos um importante passo para desarticular as quadrilhas que trabalham com a venda de produtos falsificados nessas regiões”, constata o delegado-chefe da DCPIM, Luiz Henrique.

     

    O chefe da Assessoria de Comunicação da Seops, major Carlos Chagas de Alencar, diz que esta operação representa um novo marco no combate à pirataria no Distrito Federal. “Conseguimos interromper mais um elo na cadeia do comércio de mídias piratas no Distrito Federal. A fiscalização trabalha na primeira frente, com a repressão ao comércio de piratarias feito por ambulantes, camelôs e feirantes. Temos outra frente de trabalhos com as investigações da Polícia Civil que tem conseguido desbaratar as fábricas de mídias piratas. Hoje desarticulamos a parte de distribuição, o que sem dúvida representa um golpe para as organizações criminosas que obtém lucro com a falsificação”, explica.

     

    Além do processo judicial, os feirantes flagrados com os produtos falsificados devem sofrer também sanções administrativas. A Coordenadoria das Cidades e a Administração de Taguatinga, responsáveis por conceder as permissões aos feirantes, devem agora caçar as licenças daqueles que vendem pirataria na Feira de Taguatinga, conforme está previsto na LEI Nº 4.748/12 (Lei das Feiras).As informações sobre os boxes que ainda trabalham com a venda de falsificados e que não foram flagrados nesta quinta-feira também serão passadas aos órgãos.

     

    Caiu o número de bancas piratas

     

    As prisões ocorrem depois de um mês de investigação. Para chegar aos suspeitos, Seops e Polícia Civil monitoraram a movimentação de mercadorias na feira até chegar à rotina de entregas que alimentavam o mercado ilegal de produtos falsificados. O levantamento constatou outra informação importante: o número de bancas que vendem CDs e DVDs piratas na Feira de Taguatinga caiu desde 2011. Em agosto do ano passado, 233 das 425bancas da feira vendiam o produto ilegal. No último mês, verificou-se que somente 58 delas ainda trabalhavam com esse tipo de mercadoria.

     

    De acordo com o major Alencar, isso se deve, principalmente, ao aperto da fiscalização contra a venda de produtos falsificados. “Temos aumentado o número de apreensões e também de prisões em relação ao ano passado. Os órgãos que compõem este comitê estão empenhados e mantém o compromisso de combater a venda desses produtos ilegais nas ruas e feiras do Distrito Federal”, afirma.

     

    Com as mídias aprendidas nesta quinta-feira, chegou a 830 mil o número de CDs e DVDs confiscados nas operações do comitê em 2012. Também somados aos dados desta operação, a quantidade de presos chegou a 130. Em todo o ano passado, foram recolhidos pela fiscalização do Governo do Distrito Federal 1.143.364 mídias piratas.

     

    Um ano da operação “CompactDisc”

     

    O Comitê de Combate à Pirataria volta à Feira dos Importados de Taguatinga depois de ter completado um ano da operação Compact Disc. Em agosto de 2011, em duas incursões na feira, 780 mil CDs e DVDs foram apreendidos e 29 pessoas acabaram presas. Na ocasião, 149 bancas foram fechadas.

     

      Você também pode gostar

      Assine nossa newsletter e
      mantenha-se bem informado