Quarenta e dois conjuntos de poços nos domínios porosos e fraturados – estrategicamente perfurados -, que formam a rede de monitoramento de água subterrânea da Adasa já estão em operação, garantindo o fornecimento de informações sobre a quantidade e a qualidade das águas do subsolo de todo o território do Distrito Federal.
A rede é uma das ferramentas do Centro de Operação das Águas – COA, de grande importância para a tomada de decisões da Adasa na gestão dos recursos hídricos do DF. Esse sistema complementará as informações obtidas pelas 42 estações de monitoramento das águas superficiais, determinando as potencialidades e as efetivas disponibilidades de todos os sistemas hidro-geológicos do Distrito Federal.
No monitoramento das águas subterrâneas serão realizadas medições periódicas de nível estático (nível da água que se encontra no poço sem bombeamento) e a análises de qualidade de água, incluindo parâmetros físico-químicos (condutividade, temperatura, turbidez, alcalinidade, dureza, ferro, pH, cloretos e manganês) e microbiológicos (Coliformes totais e Escherichia coli – indicadores de contaminação fecal).
Benefícios
De posse desses dados, afirma a bióloga Camila Campos, “a Adasa terá condições de acompanhar a qualidade da água do lençol freático do DF, permitindo ações voltadas para a preservação da fonte hídrica não visível, mas de fundamental importância para o abastecimento humano”, diz.
Os resultados e as análises de todos os conjunto de poços ficarão prontos em abril, quando a sociedade terá informações sobre a qualidade das águas.