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Brasília

Operação de redução do estômago poderá eliminar o uso de insulina e outros medicamentos

Arquivo Geral

24/03/2012 7h06

Kamila Farias
kamila.farias@jornaldebrasilia.com.br

Mais de 5% da população do Distrito Federal sofre com a diabetes, a maioria mellitus, o tipo II, quando a doença é adquirida, de acordo com a Secretaria de Saúde. São 151.653 pessoas que têm de controlar a alimentação diariamente e se submeter a uma série de medicações. No entanto, cirurgiões do Hospital Regional da Asa Norte (Hran) anunciaram um meio  para proporcionar melhor qualidade de vida a esse tipo de diabético.

De acordo com o coordenador da Cirurgia Bariátrica da Secretaria de Saúde, Rafael Galvão, a ideia é fazer com que as pessoas com essa doença passem pela mesma cirurgia que os obesos fazem para a redução de estômago, pois houve uma percepção de melhora nos pacientes que tinham esses dois problemas de saúde e foram operados.

“Existe um tipo de cirurgia bariátrica, chamada de By Pass Gástrico, que faz a de redução de estômago. Nesse tipo de cirurgia percebemos que quem também tinha diabetes foi praticamente curado. Então, começamos a pesquisar e vimos que a cirurgia também funciona para quem não é obeso, mas tem diabetes tipo II. Montamos um protocolo e pretendemos começar a fazer a triagem dos pacientes na próxima semana”, diz.

Inicialmente, a cirurgia será realizada em pessoas com o Índice de Massa Corporal (IMC) entre 30 e 35, mas de acordo com o especialista, o objetivo é de, futuramente, reduzir o índice também para 25 a 30 e dar oportunidade para um maior leque de diabéticos.

“Nessa cirurgia, o tamanho do estômago é um pouco maior e a junção do estômago com o intestino é mais ampla, fazendo com que o paciente não tenha tanta restrição alimentar. A expectativa é de que os pacientes deixem de usar totalmente medicações como a insulina e os hipoglicemiantes orais e tenham hábitos de vida semelhantes aos pacientes não diabéticos”, informa.

De acordo com ele, o estudo já está sendo realizado em vários outros estados do Brasil, na Universidade de São Paulo (USP), Universidade de Campinas (Unicamp) e Universidade Católica (PUC) do Rio Grande do Sul, por exemplo. Mas que eles são os pioneiros no DF.

“Os procedimentos são realizados por videolaparoscopia, com apenas cinco ou seis incisões. O paciente não precisa de UTI, não tem dreno e são apenas dois dias de internação. É um procedimento bem tranquilo”, ressalta Galvão.

Leia mais na edição deste sábado (24) do Jornal de Brasília.

 

 

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