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Brasília

Operação da PCDF prende quatro suspeitos de esquema com cadastros falsos em app de transporte

Grupo mantinha centenas de registros fraudulentos para permitir que motoristas impedidos ou sem habilitação transportassem passageiros

João Victor Rodrigues

03/09/2026 8h53

Foto: PCDF

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) prendeu quatro pessoas suspeitas de integrar uma associação criminosa especializada em fraudar cadastros de um aplicativo de transporte. As prisões ocorreram na terça-feira (1º), durante a Operação Last Ride, conduzida pela Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC). Três investigados foram capturados em Sobradinho e outro em Rio Verde (GO).

Segundo as investigações, o grupo mantinha uma estrutura organizada para criar e utilizar centenas de perfis irregulares na plataforma. Os criminosos usavam dados falsificados ou pertencentes a terceiros para esconder a identidade dos verdadeiros condutores. Entre os beneficiados estariam pessoas bloqueadas pelo aplicativo, sem habilitação ou submetidas a restrições relacionadas a antecedentes criminais.

Além do prejuízo financeiro provocado à empresa responsável pelo serviço, a prática, segundo a PCDF, comprometia a segurança dos passageiros e dificultava a identificação de quem efetivamente realizava as viagens. A corporação também aponta riscos à segurança viária, já que motoristas não autorizados conseguiam atuar mediante cadastros de outras pessoas. Durante a operação, foram apreendidos celulares e outros equipamentos eletrônicos, documentos e cartões bancários.

Um dos quatro presos é apontado como principal articulador do esquema. Veículos relacionados à atividade investigada foram submetidos a restrições judiciais, enquanto ativos e valores também foram alvo de medidas para evitar eventual ocultação ou transferência. Os investigados respondem por furto qualificado mediante fraude, associação criminosa, falsidade ideológica, uso de documento falso e lavagem de dinheiro, crimes que podem resultar, somados de forma autônoma, em até 32 anos de prisão. A perícia dos materiais apreendidos deverá ajudar a identificar outros envolvidos e dimensionar o prejuízo causado.

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