Uma operação da Delegacia de Combate aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial (Dcpim), com auxílio da Companhia de Bebidas das Américas (Ambev), apreendeu 90 caixas de garrafas de cervejas de 600 ml e 100 pacotes de cigarros falsificados nessa quinta (18). No total, quatro pessoas foram presas em distribuidoras do Gama, Taguatinga e Recanto das Emas. A mercadoria falsificada vinha de outros estados e o valor dos produtos era equivalente a R$9 mil. A polícia chegou aos criminosos através de uma denúncia anônima
A responsável pela Dcpim, Mônica Ferreira, explica que está cada vez mais difícil a identificação de bebidas adulteradas. “No começo a falsificação do rótulo era bem visível. Era retirada com facilidade, mas hoje em dia está quase perfeito, eles estão fabricando o papel igual ao da fábrica que tem renome”, afirma. A delegada acrescenta: “É mais difícil descobrir pelo rótulo qual cerveja é falsificada e qual não é, a não ser pela tampa que não encaixa à garrafa com a mesma precisão. Normalmente, elas vêm dos lixos dos bares, sem nenhum cuidado higiênico”, advertiu.
Bebida adulterada
Além das bebidas apreendidas em uma distribuidora do Gama, uma grande quantidade de cervejas adulteradas foi encontrada em outro depósito localizado em Taguatinga. No local, as garrafas falsas eram colocadas entre poucas originais para disfarçar a ilegalidade. O irmão do proprietário do depósito já tinha duas passagens pela polícia pelo mesmo crime de falsificação. No Recanto das Emas, foram apreendidos cerca de mil carteiras de cigarros por fraude fiscal. O marido da dona do local também já tinha passagem na polícia pelo crime de fraude.
A proprietária da distribuidora do Recanto das Emas foi liberada mediante pagamento de fiança. Já os responsáveis pelos depósitos no Gama e Taguatinga continuarão detidos até liberação da Justiça por terem sido pegos em flagrante pelo crime previsto no Art. 272, de corromper, adulterar, falsificar ou alterar substância ou produto alimentício destinado a consumo, tornando-o nocivo à saúde ou reduzindo-lhe o valor nutritivo. Se condenados, eles podem pegar de quatro a oito anos de reclusão.
Fraudes
Segundo a delegada responsável pelo caso, Mônica Ferreira, a Ambev apoiou a ação com um aparelho que acusa a fraude dos produtos através das tampas das garrafas e que as fraudes estão cada vez mais difíceis de serem descobertas devido a precisão dos falsificadores quanto ao rótulo das mercadorias.