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Brasília

Olimpíada do Conhecimento discute o futuro das profissões

Arquivo Geral

06/07/2018 7h00

Atualizada 05/07/2018 21h19

Matheus Venzi
matheus.venzi@grupojbr.com

Diante da chamada quarta revolução industrial, ou indústria 4.0, novas profissões vão surgir e as antigas precisarão se atualizar. A necessidade de capacitação para este momento é enfatizada na Olimpíada do Conhecimento, promovida pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e pelo Serviço Social da Indústria (Sesi) até este domingo no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB). No evento gratuito, a atenção se volta ao futuro.

O diretor-geral do Senai, Rafael Lucchesi, cita um estudo realizado pela consultoria McKinsey em 54 países ao falar sobre as mudanças que estão por vir. “Metade das atividades de trabalho poderá ser automatizada até 2065”, comenta.

Na indústria 4.0, os mundos físico e virtual serão integrados por meio de tecnologias digitais, como a Internet das Coisas (IoT) e inteligência artificial. Lucchesi aponta que a automatização facilitará e agilizará os setores de produção da indústria. Entretanto, são necessários profissionais para lidar com as novas tecnologias. De acordo com o estudo, 30 novas ocupações devem ser criadas, entre cinco e dez anos, nos setores automotivo, alimentos e bebidas, máquinas e ferramentas, petróleo e gás, téxtil e vestuário, química e petroquímica, tecnologia da informação e comunicação e construção civil.

Ocupações como a de técnico em automação predial, designer de tecidos avançados, analista de IoT e projetista para tecnologias 3D são alguns dos exemplos.

Mesmo assim, antigas profissões não devem ficar para trás. Segundo o diretor-geral do Senai, quem já tem um emprego precisará se atualizar para acompanhar as mudanças e manter a competência. “Você tem que enxergar para qual direção a sua área está caminhado e seguir nela”, indica.

Novos profissionais

O programador Luis Fernando Massaneiro, 23, é de Blumenau (SC) e teve o seu primeiro contato com a tecnologia aos 14 anos, quando fez um curso de técnico em informática. “Neste ano a minha vida mudou. Consegui um emprego, mas percebi que estava defasado mesmo tão jovem”, comenta. Ele correu para se especializar em uma nova tecnologia e hoje trabalha com a automatização de processos manuais. “O cliente nos procura querendo agilizar sua produção. Criamos sistemas digitais que aceleram os processos antes feitos manualmente”, exemplifica.

O programador também enxerga um mundo integrado no futuro. “Você vai chegar em casa e ligar as luzes, TV e até o ar-condicionado pelo celular. Todas as tecnologias facilitarão a nossa vida”, finaliza.

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