Menu
Brasília

Ocupante deixa Torre Palace, mas 13 ainda continuam no local

Arquivo Geral

04/06/2016 19h46

Já no quarto dia da operação de retirada dos ocupantes do hotel Torre Palace, no Setor Hoteleiro Norte, mais um ocupante deixou o local. Com isso, 13 pessoas, incluindo quatro crianças permanecem no local. A retomada das negociações começou na manhã deste sábado (4), pela equipe do Batalhão de Operações Especiais (Bope), da Polícia Militar do Distrito Federal. Pela manhã, como estratégia para que deixassem o hotel, a PM chegou a levar parentes para conversar com os ocupantes.

A Secretaria de Segurança informou que o objetivo continua sendo a desocupação pacífica e, principalmente, a manutenção da segurança das crianças que lá estão. O Torre Palace foi invadido em outubro de 2015 por manifestantes do Movimento de Resistência Popular (MRP) e por usuários de drogas. A ação de retirada deles começou na última quarta-feira (1º) obedecendo uma decisão da Justiça que ordenou a desocupação do prédio com base em um relatório da Defesa Civil, que condenou toda a estrutura do prédio.

Interdição de vias

Por meio de nota, a Secretaria de Segurança informou que devido aos ocupantes do hotel continuarem a arremessar objetos do alto do prédio, se faz necessário manter a interdição do perímetro em torno do hotel, inclusive ampliando o fechamento para a W3 norte. A Secretaria alega que “Liberar a área ao trânsito de pedestres e de veículos seria colocar em risco a vida de quem passa pelo local. A Secretaria pede paciência à população. O que está sendo feito é para a segurança das pessoas”, afirmou.

A Secretaria de Segurança também espera que as crianças que estão dentro do prédio sejam liberadas o mais rápido possível. De acordo com a pasta, “as duas mais velhas, que têm aparentemente entre sete e oito anos, são asmáticas e necessitam de cuidados médicos urgentes, que serão prestados pelo Corpo de Bombeiros imediatamente após liberação delas pelos adultos que ocupam o hotel”.

A operação também conta com o apoio da Vara da Infância e Juventude que deverá acolher às crianças, após serem liberadas e receberem atendimento médico imediato. A partir daí, será decidido se elas, posteriormente, serão encaminhadas a entidades de acolhimento conveniadas à Secretaria de Estado do Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos do DF (Sedestmidh).

Fonte: Da redação do Jornal de Brasília

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado