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Brasília

Ocupação do Torre Palace Hotel é inviável, conclui reunião

Arquivo Geral

18/05/2016 6h30

Manuela Rolim

manuela.rolim@jornaldebrasilia.com.br

Inviável. Foi a resposta que José Henrique França (foto), fundador da ONG SalveaSi, disse ter recebido da procuradora distrital dos Direitos do Cidadão, Maria Rosinete de Oliveira, ao apresentar proposta de ocupação dos três primeiros andares do Torre Palace Hotel. A reunião ocorreu no Ministério Público do DF, ontem. A ideia era transformar o local em um centro de convivência destinado a usuários de drogas, conforme mostrou o JBr..

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O problema é que o fato de o prédio ser privado inviabiliza qualquer ação da ONG, explicou a procuradora ao fundador da SalveaSi. “Foi uma conversa para a gente começar a desenhar uma parceria. Pedi que o MP movimentasse os órgãos competentes para que a gente criasse um meio de ocupar o edifício de forma pacífica e ajudar os ‘moradores’.  No entanto,   a procuradora me informou que tem muito impedimento legal nessa ação. Não tem como o Estado implementar isso lá dentro, é uma área privada”, concordou.

Ainda assim, a reunião foi positiva. França garantiu sua presença na desocupação do prédio. “A procuradora disse para eu entrar em contato com o juiz que está com a ação e colocar a SalveaSi como ‘amiga da Corte’ no momento em que o Estado tomar alguma decisão sobre o hotel. Nós garantimos nossa presença na desocupação. A intenção é conseguir resgatar   usuários quando isso acontecer”, afirmou.

Na dependência química, todo mundo é vitima, ressaltou o fundador da entidade: “O usuário, as famílias, o Estado e também os traficantes perdem. Eu sei o que é isso. Eu já fui escravo das drogas”. 

Questionada, a Procuradoria- Geral do DF (PGDF) informou que não cabe ao governo  opinar sobre a ocupação  do prédio, já que o imóvel é particular. “Ao governo, cabe apenas atuar quanto a aspectos de segurança e saúde públicas, os quais resultaram em ação judicial”, informou o órgão.

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