Dentro de 14 meses, thumb motoristas, viagra passageiros e pedestres que circulam pela Estrada Parque Taguatinga-Guará (EPTG) terão um pouco mais de alívio no trânsito. A previsão é da Secretaria de Transporte, que coordena o projeto de revitalização da via. Quatro novos viadutos, alargamento dos três existentes, construção de vias marginais, corredores exclusivos para ônibus, 13 quilômetros de ciclovia, 17 novas passarelas aéreas e restauração do pavimento existente são as novidades, cujas obras começam no próximo dia 30.
O projeto marca o início do Brasília Integrada e contará com investimento de R$ 244 milhões, proveniente de financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Segundo o secretário de Transporte, Alberto Fraga, a princípio, as obras não vão mudar o tráfego da EPTG. “É claro que a colocação de máquinas vai gerar algum transtorno, mas vamos procurar minimizar ao máximo”, afirma.
Fraga destaca ainda que, somente depois de prontas as vias marginais e os viadutos, é que o trânsito será transferido para as novas pistas. A partir de então, a antiga estrada será fechada para revitalização. “A obra toda deve ser concluída num prazo de 12 a 14 meses”, adianta o secretário.
Quem passa pela região já percebe o início das mudanças. A etapa de derrubada de árvores para desocupação da faixa de domínio das marginais já está em fase final. Ao longo dos 13 quilômetros de extensão da estrada, as novas vias operarão em mão única, com duas faixas de rolamento para cada sentido.
Como há muitas construções na beira da pista, o eixo da EPTG terá de ser deslocado para o centro em alguns pontos, a fim de dar espaço às novas vias. Mas os quiosques que estão na faixa de domínio não permanecerão no local. “O que estiver no caminho será retirado”, observa o secretário. “A maior briga era o JK, mas já tiraram a quadra e a cerca”, comemora.
Os quatro novos viadutos serão erguidos em pontos estratégicos para o desenvolvimento do fluxo de veículos: nos acessos a Águas Claras, a Vicente Pires e ao Jóquei Clube, ao SIA e à EPIA. Outros três viadutos já existentes serão alargados.
Faixas
Todos terão três faixas, além do corredor exclusivo para o transporte coletivo. Os ônibus com maior capacidade de passageiros vão operar à esquerda, junto ao canteiro central. Da mesma forma, serão as atuais vias da EPTG, que ainda contarão com ciclovias.
Ao final de toda a obra, o novo complexo da EPTG terá cinco faixas de rolamento em cada sentido, fora o corredor exclusivo para ônibus. A área destinada ao transporte coletivo terá ainda faixas de contenção em cada parada de ônibus, a fim de não atrapalhar o fluxo. As vias marginais serão um apoio essencial para aliviar o trânsito, ressalta Fraga.
Quem sair de Águas Claras e Vicente Pires não precisa pegar as vias centrais para chegar ao Plano Piloto, segundo a Assessoria de Comunicação. Bastará seguir pelas marginais. Com isso, o fluxo nas pistas centrais ficará livre para os veículos que saem de Taguatinga, Ceilândia e áreas próximas. “O complexo vai desafogar o trânsito, que hoje é de 140 mil carros por dia”, acredita Fraga.
Antônio Gonzaga, 53 anos, morador de Recanto das Emas, está animado com a obra. Ele chega a dirigir pela EPTG duas a três vezes ao dia. “As grandes cidades todas têm sistemas assim para desafogar o fluxo de carros”.
Gonzaga aponta ainda que, além da faixa exclusiva para ônibus, o GDF poderia construir um anel rodoviário para caminhões ou então reforçar a fiscalização durante os horários definidos para passagem desse tipo de veículo.