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Brasília

Obras da Face da UnB serão retomadas

Arquivo Geral

20/10/2009 0h00

A construção do prédio da Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Ciência da Informação e Documentação (Face) será retomada a partir de dezembro. Essa é a previsão do diretor do Centro de Planejamento da Universidade de Brasília (Ceplan), Alberto de Faria. O edital para contratação de uma nova empresa já foi publicado. As propostas das construtoras interessadas deverão ser entregues em 19 de novembro.


As obras da Face foram interrompidas em julho de 2007 por causa da falência da empresa responsável pela construção do bloco, a Milênio. O novo contrato prevê um gasto de R$ 9,9 milhões para levantar salas de aula, auditórios e salas para professores, em uma área de 8,4 mil m². A expectativa é que o prédio fique pronto no ano que vem.


O edifício, projetado em 2004, deve abrigar os departamentos de Economia, Contabilidade e Administração. O Departamento de Ciência da Informação e Documentação (CID) deve se desvincular da Face neste ano. “Como o prédio foi pensado há muito tempo, estudamos alternativas para evitar salas individuais de professores e aproveitar melhor o espaço”, esclarece o diretor da Face, Tomás de Aquino Guimarães.


Em dezembro, outros três blocos de salas de aula serão construídos também. Dois ficarão situados próximo aos pavilhões Anísio Teixeira e João Calmon. O outro ficará entre o Instituto de Biologia e a Faculdade de Ciências da Saúde. Os espaços atenderão à demanda dos novos cursos criados na universidade nos últimos anos.


Reformas

Na tarde desta segunda-feira, 19 de outubro, o reitor da UnB, José Geraldo de Sousa Junior, assinou dois contratos com empresas responsáveis por reformas que acontecerão no campus. Uma delas é a continuação da obra no Instituto de Geociências. Desde fevereiro, professores e alunos reivindicavam a conclusão do projeto de expansão da unidade que estava paralisado com apenas a primeira etapa da obra concluída, que havia sido iniciada em outubro de 2008. No último dia 5, eles apresentaram pedidos ao reitor durante visita dele ao IG.


Alberto de Faria, diretor do Ceplan, explicou que o espaço da sobreloja e do térreo serão priorizados nesse momento. Serão construídas 28 novas salas de professores (os docentes recém-contratados para os novos cursos Ciências Ambientais e Geofísica), duas salas de aula, dois laboratórios de informática e dois laboratórios de Geofísica. Só depois de concluídas essas duas etapas é o Ceplan fará o planejamento para a reforma da área do IG situada no subsolo.


“No subsolo estão os laboratórios do instituto, os mais difíceis de serem transferidos para outros ambientes”, justifica Alberto. O professor Geraldo Boaventura, que participou do ato, admite que docentes e estudantes estão ansiosos pela conclusão das reformas nos ambientes do IG. “É uma mudança muito aguardada, porque estamos praticamente triplicando o número de alunos e precisamos do novo espaço”, destaca. Ao todo, serão gastos R$ 796 mil nas obras.


O reitor está satisfeito com o resultado das visitas às unidades. “Esses encontros me dão a possibilidade de compreender completamente a situação das faculdades e dos institutos. É importante também para os professores, que têm a chance de acompanhar o que está sendo feito”, afirma.


Remanejamento

O outro contrato assinado pelo reitor na tarde desta segunda-feira, 19 de outubro, autoriza o início das reformas das salas de aula do Pavilhão João Calmon. A partir de 27 de outubro, a Davos Engenharia começará a executar o projeto. Serão feitas alterações na estrutura das paredes para garantir isolamento acústico e a iluminação das salas será substituída.


A reforma deve ficar pronta em 90 dias. Segundo o prefeito, Silvano Pereira, ela atende a uma antiga reivindicação dos docentes que lecionam no local. Eles reclamam do barulho excessivo e da iluminação muito clara dos ambientes.


A Prefeitura analisou as salas desocupadas no Instituto Central de Ciências e já definiu uma estratégia para realocar as disciplinas ministradas nas 29 salas do pavilhão. Os diretores de faculdades e institutos serão convocados pela Prefeitura do Campus para discutir essa estratégia.

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