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Brasília

“O papel de uma governadora é escutar”, diz Grass em ato de professores no DF

Candidato critica falta de diálogo com a categoria e promete reestruturar carreiras e ampliar investimentos nas escolas públicas

Thamires Pinheiro

21/10/2026 13h08

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Fotos: Thamires Pinheiro/Jornal de Brasília

O candidato ao Governo do Distrito Federal Leandro Grass (PT) participou, nesta quarta-feira (21), da manifestação de professores da rede pública na Praça do Buriti. Convocado pelo Sindicato dos Professores do DF, o ato ocorre durante uma paralisação da categoria, que cobra mais participação nas decisões sobre o funcionamento das escolas, respeito à autonomia pedagógica e retomada das negociações com o governo.

Durante a mobilização, Grass criticou a forma como o Executivo recebeu os manifestantes. Ao comentar as grades e a presença de policiais no entorno do Palácio do Buriti, defendeu que a governadora Celina Leão (PP) priorize o diálogo com os profissionais. “O mínimo que ela tinha que fazer era abrir aquela porta e convidar os professores para sentar à mesa com ela”.

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O candidato também relatou ter recebido denúncias de assédio moral, perseguição e intimidação de professores nas escolas. Segundo ele, há profissionais que se sentem impedidos de expressar suas posições fora da sala de aula. Leandro afirmou que o direito à manifestação deve ser respeitado e criticou o que considera uma postura de confronto do governo com a categoria.

“Quando um professor vai pra rua lutar, ele não vai para lutar apenas por si”. Para Grass, as reivindicações dos educadores também afetam estudantes e famílias, já que as condições de trabalho e a estrutura das unidades de ensino têm impacto na qualidade da educação pública.

Promessas para a rede pública

Na área educacional, Grass prometeu reestruturar as carreiras do magistério e da assistência à educação, além de investir na infraestrutura das escolas e ampliar a oferta de ensino integral. O candidato também defendeu a valorização de diretores e equipes gestoras, com formação profissional e aumento das gratificações.

Outro ponto abordado foi a influência política na administração das unidades de ensino. Leandro afirmou que, se eleito, pretende impedir que deputados distritais indiquem coordenadores regionais ou interfiram na escolha de diretores. A proposta, segundo ele, é fortalecer a gestão democrática e dar mais autonomia às comunidades escolares.

O candidato ainda criticou os resultados do ensino médio público do DF no Ideb e defendeu a construção de laboratórios, a melhoria dos equipamentos e a ampliação das escolas. A meta apresentada por ele é oferecer condições para que os estudantes concluam essa etapa preparados tanto para o ensino superior quanto para o mercado de trabalho.

A mobilização ocorre quatro dias antes do segundo turno das eleições. Celina questionou a realização da paralisação às vésperas da votação e apontou motivação eleitoral no movimento. O sindicato, por sua vez, reivindica a retomada das negociações sobre temas como o calendário escolar de 2027 e o concurso de remanejamento, além de contestar medidas adotadas pela Secretaria de Educação que segundo eles foram feitas sem discussão prévia com as comunidades escolares

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