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Brasília

O Gol GTI já foi um dos carros mais desejados do País

Arquivo Geral

11/05/2013 9h45

Para quem é fã do carro e não troca de rodas por nada, o Jornal de Brasília estreia a promoção Paixão Sobre 4 Rodas, que começa amanhã.  A primeira miniatura foi pensada para quem abre mão do carro zero pelo Gol GTI, que fez história. O barulho do motor era inconfundível.

 

O clássico chegou ao Brasil em 1989 e foi o primeiro com injeção eletrônica, uma grande evolução para as frotas que invadiam o País na época. O motor de Alta Potência (AP), utilizado no carro, à época, é comercializado até hoje, e ainda tem um desempenho invejado. Esses aspectos do carro esportivo foram os maiores motivos para o técnico de informática Robson Lima Silva, 33 anos, se apaixonar pelo modelo e decidir comprar um do ano 1992 em 2009.

 

Difícil não gostar

 

“O carro é muito econômico, mas o diferencial é o motor. Quem dirigir esse carro, realmente vai gostar, difícil não gostar. Quando eu saio com ele, todo mundo vem perguntar se eu quero vender e dizem que já tiveram um desses, e que deu saudade, que sempre quiseram ter e nunca encontram. Por onde eu passo o carro chama atenção”, comenta.

 

O desejo de Robson era possuir o carro desde quando era adolescente e assim que tirou a carteira de motorista realizou o sonho. “Eu via os meus amigos mais velhos andando no carro e achava superlegal.

 

Emoção

 

 Quando dirigi um pela primeira vez até me emocionei. Continuo apaixonado pelo carro esses anos todos e vai durar a vida toda. É um carro diferenciado, esportivo e forte. Não existe nenhum 2.0 como esse no mercado”, se derrete o motorista. 

 

Os selos para adquirir a miniatura do GTI começam a ser publicados na edição deste domingo. A troca será realizada a partir de  segunda-feira, dia 20. 

 

Nesta segunda-feira (13) tem início a troca da última miniatura da coleção Máquinas Conversíveis, o Corvette 1953. Com uma cartela completa de sete selos e uma taxa de R$ 10,90, o clássico pode ser adquirido.

 

 

Barão Vermelho Original

 

O engenheiro elétrico Gustavo Moritz, 33 anos, também se deixou levar pelos encantos do Gol quadrado, mas o amor à primeira vista foi pelo precursor do GTI, o Gol GT.

 

“Esse motor é refrigerado a água. Na época diziam que tinha 99 cavalos, mas que rendia mais.O carro estava em uma situação precária, com três tons diferentes de vermelho na lataria e alguns sinais de mau uso. Mas Gustavo viu potencial na peça, e até hoje investe para manter o Barão Vermelho, nome dado ao carro pelo pai.

 

Estepe 

 

O carro que veio de São Paulo já teve pelo menos quatro donos antes de Gustavo, mas o engenheiro elétrico garante que será o último. 

 

“A minha ideia sempre foi ter um carro com aspecto de original, mas mantendo a funcionalidade, já que é o meu único carro. Sempre quero mexer em alguma coisa e melhorar outra. Teve uma vez que decidi trocar o estepe dele para ficar igual às outras rodas originais.

 

Até encontrar, levar para restaurar e trazer para Brasília, demorou mais de seis meses. No final das contas, minha roda reserva ficou melhor que as quatro outras”, brinca. 

 

Relíquia

 

As histórias com o carro que custou R$ 6 mil, mas nunca estará à venda, são inúmeras e fazem da relíquia um objeto ainda mais especial para o engenheiro elétrico. Peças quebradas e antigas do carro são guardadas com carinho e expostas pelo dono. “Não dá para fazer tudo ao mesmo tempo, fico sempre pesquisando e procurando as peças originais e tentando melhorar o carro”, conclui.

 

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