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Brasília

O ginásio de múltiplas funções agradou a todos os frequentadores

Arquivo Geral

07/06/2009 0h00

Trabalho artesanal


O portal da entrada do Taguaparque impressiona pela estrutura e já foi alvo de uma grande polêmica no Distrito Federal. O monumento é o mesmo que ocupava, health até o mês passado, approved o canteiro do Memorial JK. Segundo os idealizadores uma réplica da primeira Missa Campal. O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) alegou que o engenho feria o tombamento de Brasília, see com o argumento de que ele estaria desproporcional às outras obras erguidas no local.


O destino dado à estrutura agradou o superintendente do Iphan, Alfredo Gastal. “Eu já estava solicitando a demolição, mas o presidente da Novacap teve uma brilhante ideia. Ficou muito bonito, mil vezes melhor do que onde estava. Além de sair do Memorial JK, onde agredia o tombamento de Brasília, foi reaproveitada no Taguaparque e ficou fantástico”, elogia Alfredo Gastal.



Placas artesanais
As placas de orientação agradam quem frequenta o parque. São cerca de 30, produzidas com madeira de lei pelos 16 marceneiros da Novacap. A sinalização passa desde a colocação de estacas e ripas para demarcar canteiros, até os aparelhos de musculação. O trabalho artesanal foi feito ao longo de quatro meses com os troncos das árvores que são derrubados no Distrito Federal. Além delas, existem cerca de 30 do Departamento de Trânsito.



O engenheiro paisagista Hitoshi Nakamura, que desenhou o projeto, contempla o Taguaparque como um pai contempla o filho. Na última quinta-feira, ele cuidava dos últimos detalhes da inauguração da primeira etapa do parque. Sua ideia simples, de aproveitar os elementos da natureza, integrando terra, grama, madeira e árvores às pistas de cooper, churrasqueiras e aparelhos de ginástica, venceu os projetos que sugeriam grandes construções. “Muitas pessoas queriam muito concreto, o que implicaria em custo elevado. Implantamos aqui uma ideia singela, seguindo a linha do ecologicamente correto, porque o local favorecia isso e o resultado foi muito satisfatório”, ressalta o paisagista, que é formado em Osaka, no Japão.


O idealizador do Taguaparque explica que os equipamentos de ginástica, o playground, as pérgulas da pista de cooper foram produzidos com madeira retirada do próprio local e de árvores derrubadas nas obras de ampliação da EPTG, EPIA e EPGU. “No Taguaparque, resolvemos trabalhar com o mínimo de concreto. Aqui vamos priorizar a integração do homem com a natureza. Ao chegar aqui, o usuário vai ter a sensação de entrar numa floresta e vai esquecer que está no coração de uma cidade”, afirma Nakamura.


Nos 90 mil metros quadrados do Parque foi feito o plantio de quase 5.800 palmeiras e arbustos. “É exatamente isso que os moradores de Taguatinga e Vicente Pires esperavam: muito verde. Agora não preciso me deslocar ao Parque da Cidade para andar de bicicleta com meu filho. Tenho um Parque da Cidade na porta de casa. Ficou melhor que a encomenda”, afirma o consultor financeiro Cláudio Vieira, 36 anos, que conhecia o lugar com o filho Hugo Viana.



O aposentado Hernane Rodrigues Ribeiro comemorou 71 anos ontem, no dia da inauguração da primeira etapa do Taguaparque. Para ele, o presente de aniversário não poderia ser melhor. “Moro aqui há tantos anos e achava que não ia viver o suficiente para ver esse momento”, disse ele, acompanhado da esposa Delza Rodrigues, 72 anos.

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