Valtemir Rodrigues
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Pelo menos dois brasilienses recorreram, por dia, ao Instituto Brasileiro de Estudo e Defesa das Relações de Consumo (Ibedec), no ano passado, em busca de auxílio porque alguém estava se passando por eles. Todos colecionavam dívidas que nunca tinham feito e estavam com o crédito negativado porque elas não haviam sido pagas. Esse tipo de estelionato cresceu na capital federal desde 2008, quando era pelo menos 60% menor que hoje, com maior predominância na compra de automóveis.
O servidor público Haroldo de Paula Nunes, 57 anos, foi uma das vítimas desse crime. Ao tentar comprar um presente, no crediário, no Dia das Mães, percebeu que seu nome estava no Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) por conta de um carro comprado em seu nome e cujas prestações nunca foram pagas. “Ao saber do fato entrei imediatamente na Justiça para provar que não tinha sido eu quem fez a compra”, relata.
A autor do estelionato não foi descoberto, mas as dívidas em nome de Haroldo foram retiradas. Mas ele aponta o constrangimento como um dos maiores prejuízos. Sentimento este compartilhado pela também servidora pública Jovita Den Tandt, que há sete anos teve seus documentos roubados e, em 2007, descobriu que haviam comprado um carro em seu nome. Mas ela só soube disso quando chegaram multas de uma Mercedes-Benz em sua casa, que alcançaram R$ 20 mil.
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